Arrepio gelado vem da sensação de viver. É bela, pois seu estado de espírito contempla o estado de seu espírito - sem nenhuma outra alternativa além de senti-lo, atônito, sem fôlego por saber que deslumbroso significado pode colorir sua humilde existência em traços impressionistas, realçando suas curvas e todos seus resquícios de ardente movimento. Num ato de gloriosa inspiração, ar e aleluia enchem o meu cerne com tal vigor que me arranca lágrimas. Consciente de cada minusciosa víscera que palpita em mim, minha aura brilha de júbilo e não me contenho; acaricio meus braços do pulso ao ombro, e me envolvo em nuvens de felicidade ao meu corpo ser abraçado por seu mais íntimo amigo.
Em seguida implode puríssimo amor. Pela minha chama, por este delirante sabor salgado que escorre pela minha face ser real, por estar vivo, muito vivo, vivo, vivo!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Momento secreto
As lágrimas escorrendo desde a gênese das suas inseguranças chegaram até seus lábios - expressivamente mais avermelhados - trouxeram de volta consigo o salgado sabor da auto-piedade, as palpitações da mais solene purificação e os veementes ressentimentos, que rasgavam-no atravessando cerne do peitoral másculo e impenetrável. Uma impetuosa tsunami de dúvidas sobre suas próprias aptidões e significações o invadiu de modo avassalador, sem poupá-lo de uma sicatriz sequer.
April, sua melhor amiga, avistou tal desmoronamento interior assim que Michel retornou à sala cheia de pessoas. Se tornara profissional em detectar as sutilezas dos sintomas emocionais do rapaz. Ele suava excessivamente, a região ao redor da boca apresentava um avermelhamento característico e seus olhos exalavam morte; a confirmação, para ela, se deu quando ele se apoiou na mesa com as mãos cerradas, com o ar recatado de quem sofreu um abalo sísmico por dentro.
A confidente se aproximou, coberta de calor para transmitir, e estrelaçou seus dedos nos do amigo. Ele, ao levantar levemente a cabeça, encontrou aqueles olhos piedosos - os únicos que enxergavam por trás de sua palidez - e se sentiu em casa.
As feridas abertas revelaram a carne viva de Michel, tão frágil e sensível quanto qualquer outra - talvez até mais. A transparência do edotélio-carapuça que ele vestia não ocultava o golpe abrupto ao qual foi submetido, mas deixava também visível seu grande coração; sua natureza humana, que sempre fora capaz de curar-se de qualquer catástrofe, da sua única e pessoal maneira de lidar consigo mesmo.
April apostou na natureza de Michel. Em seus braços, acompanhou o amigo na sua salgada purificação da alma, e o subsidiou presenteando-o com algumas horas do seu dia, no canto confortável e secreto da cozinha, onde só eles podiam se ouvir.
April, sua melhor amiga, avistou tal desmoronamento interior assim que Michel retornou à sala cheia de pessoas. Se tornara profissional em detectar as sutilezas dos sintomas emocionais do rapaz. Ele suava excessivamente, a região ao redor da boca apresentava um avermelhamento característico e seus olhos exalavam morte; a confirmação, para ela, se deu quando ele se apoiou na mesa com as mãos cerradas, com o ar recatado de quem sofreu um abalo sísmico por dentro.
A confidente se aproximou, coberta de calor para transmitir, e estrelaçou seus dedos nos do amigo. Ele, ao levantar levemente a cabeça, encontrou aqueles olhos piedosos - os únicos que enxergavam por trás de sua palidez - e se sentiu em casa.
As feridas abertas revelaram a carne viva de Michel, tão frágil e sensível quanto qualquer outra - talvez até mais. A transparência do edotélio-carapuça que ele vestia não ocultava o golpe abrupto ao qual foi submetido, mas deixava também visível seu grande coração; sua natureza humana, que sempre fora capaz de curar-se de qualquer catástrofe, da sua única e pessoal maneira de lidar consigo mesmo.
April apostou na natureza de Michel. Em seus braços, acompanhou o amigo na sua salgada purificação da alma, e o subsidiou presenteando-o com algumas horas do seu dia, no canto confortável e secreto da cozinha, onde só eles podiam se ouvir.
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
um mundo ideal
Ela colocava constantemente flores num vaso: vivenciando o futuro atemporal, com seu plebeu de cabelos pretos viajava pelas estrelas num tapete persa, enquanto compartilhava filosofias e sonhos entre luares e águas refletidas. Percorriam os véus da emoção de um novo laço, em meio a um oceano de amores apressados, pulsionando vida por toda a alma. O Devir era tudo - senhor de si, de todos, dos dois. Fundidos nessa única e mágica nova realidade, a eternidade é pouco. Leveza pura é o som de ser livre e se fazer prisioneiro de outrém. Dela emanava o perfume do sentimento eterno enquanto si, e a doce amarga fragilidade cristalina a erigia tal como o Leão. Seu suor eram as lágrimas do júbilo de querer perecer; morrer a cada instante para revivê-los de diversas formas, em diversas novas vidas.
Poderia ela derreter-se para dentro dele? Poderia ele se entranhar nela e vestir sua pele e suas vísceras? Não nas leis às quais se submeteram. Suas histórias se costuram aqui, mas só criam vastos tecidos no Devir; somente num universo atemporal podem regorzijar das infinitas combinações de retalhos que derivam de tal plenitude. E essa era sua maior fantasia.
Como retirá-lo do freezer de deveres supérfulos e trazê-lo consigo, para a Realidade? Será que os mitos terrestres nunca cessariam? Nunca verão que a condição humana não está à venda? O pensamento a atravessava, deixando-a cabisbaixa. Sua loucura a libertava e a aprisionava, pois nunca conseguira trazer seus afetos à sua floresta. Nunca poderiam ver a chuva de meteoros noite após noite, tampouco as auroras boreais de seus invernos. Seu sonho era quebrar o feitiço do passado-futuro que alienava seus companheiros de Terra, em algum crepúsculo de terça-feira, para compartilhar com eles suas árvores preferidas e cada uma de suas histórias. Desejou-o nos três nós da sua fitinha de Senhor do Bonfim. Um dia chegará, ela se desfará; e junto com ela, sua solidão.
domingo, 4 de julho de 2010
humano, demasiadamente humano
atemporais e plenas são as penas das minhas emoções.
o amor é livre enquanto amor;
escamado em toda a sua complexidade
pele atrás de pele, penetrando à flesh
carne viva essa que pulsa e flui como os céus de van gogh
revelada em puro retrato real
e amada pelo que ela é: isso é ser um
sem apreensões, sem ilusões
entrega da alma em entrelaços que se tranceiam
em meio a confissões, desenhos, serenatas e luares
confundem-se nos mares turbulentos cor-de-rosa
que banham a odisséia entre lençóis
invejada por delacroix, debruçada por beauvoir
líquida, mas verdadeira
eterna enquanto amor
impossível enquanto pudor
e impressindível enquanto calor
humano, demasiadamente humano
o amor é livre enquanto amor;
escamado em toda a sua complexidade
pele atrás de pele, penetrando à flesh
carne viva essa que pulsa e flui como os céus de van gogh
revelada em puro retrato real
e amada pelo que ela é: isso é ser um
sem apreensões, sem ilusões
entrega da alma em entrelaços que se tranceiam
em meio a confissões, desenhos, serenatas e luares
confundem-se nos mares turbulentos cor-de-rosa
que banham a odisséia entre lençóis
invejada por delacroix, debruçada por beauvoir
líquida, mas verdadeira
eterna enquanto amor
impossível enquanto pudor
e impressindível enquanto calor
humano, demasiadamente humano
ode ao sol da manhã
tão vasto e derradeiro é o mundo lá foraaterracedor e iluminado
por detrás da visão listrada semicerro os olhos
murmurro onomatopéias
agarro com furor minhas cobertas
e tento fugir da luz, no calorzinho do meu líquido amniótico
me aconchego e encolho as pernas
retorno à posição do quadro de Klimt
lá de dentro, a sonata de Liszt chega a meu inconsciente
promulga suas garras nebulosas esverdeadas
e me traz de volta, pelo PCs ao Cs
me fazendo esticar, tatear
até encontrar os botões que a fazem parar
(para retornar às profundezas da mente em dez minutos)
enquanto busco me devolver ao estado alucinógeno
tão doce, tão sincero
com o qual a alma me presenteia
no nosso encontro noite após noite:
meu amor mais duradouro,
mais íntimo, mais pleno
minha única psyché.
sábado, 3 de julho de 2010
goteira (i'm going back to the start)
o nosso sol de junho está se pondo;
sinto-me entrar num cânion de velhos erros
enquanto gozo o doce auge de fogos de artifícios
algo está para acontecer - afinal
mediante esse mar de linhas coloridas e tediosas
plástico bolha:
divertidas mas vazias.
esperando debaixo de uma clareira, por dentre verdes e amarelos
jaz o hedonista solitário, encondendo-se de seus prazeres
caleidoscópios o divertem
a embriaguez química o aliena;
dos si-mesmos em grutas escuras.
tem medo das estalagtites que o devorarão
e do vômito ácido que corroerá seus pés.
e então?
sinto-me entrar num cânion de velhos erros
enquanto gozo o doce auge de fogos de artifícios
algo está para acontecer - afinal
mediante esse mar de linhas coloridas e tediosas
plástico bolha:
divertidas mas vazias.
esperando debaixo de uma clareira, por dentre verdes e amarelos
jaz o hedonista solitário, encondendo-se de seus prazeres
caleidoscópios o divertem
a embriaguez química o aliena;
dos si-mesmos em grutas escuras.
tem medo das estalagtites que o devorarão
e do vômito ácido que corroerá seus pés.
e então?
domingo, 6 de junho de 2010
musa do azul iluminado
no meio do deserto salino havia um repolho
lá dentro, pauline se encolhia
mergulhada em fluidos brilhantes como o céu
na imensidão branca...
em seu pequeno mundo, dançava
dançava como nunca poderia dançar viva
e lá, se sentia especial :
cavalos marinhos e serpentes de nuvem a nutriam
a luz dos olhos de vaga-lumes
com um vento gostoso a acordava, suavemente
todas as noites matinais
e dias de entardecer
e em todos, entre rodopios infinitos,
ela rezava - "obrigada, deus,
por não me fazer nascer!"
lá dentro, pauline se encolhia
mergulhada em fluidos brilhantes como o céu
na imensidão branca...
em seu pequeno mundo, dançava
dançava como nunca poderia dançar viva
e lá, se sentia especial :
cavalos marinhos e serpentes de nuvem a nutriam
a luz dos olhos de vaga-lumes
com um vento gostoso a acordava, suavemente
todas as noites matinais
e dias de entardecer
e em todos, entre rodopios infinitos,
ela rezava - "obrigada, deus,
por não me fazer nascer!"
nublado
o sonhador vagueia pela praia negra,
por entre centelhas de setembros perdidos
que mais parecem nuvens de castigo.
quase na chegada, ele dorme
ele se acostuma...
mas e aquele portão dourado que o espera?
será mesmo que atrás deste, a felicidade eterna o abraçará?
será que seus doces sonhos não desvanescerão na passagem entre mundos?
acordar : é compulsório
e agora que o céu se aproxima, é hora de não mais exitar
é hora de encarar todos os seus pedidos
que se realizaram - e, portanto, perderam o romance.
o gelo gostoso que voa pelas bochechas
e o salgado das lágrimas que choviam nos dias de verão
faziam-se construir um imenso guarda-sol
sem janelas , sem frestas
para manter os 16º que o fazia se abraçar
debaixo das cobertas, em seu mundo
atemporal, literário
para toda a eternidade até o alarme tocar.
por entre centelhas de setembros perdidos
que mais parecem nuvens de castigo.
quase na chegada, ele dorme
ele se acostuma...
mas e aquele portão dourado que o espera?
será mesmo que atrás deste, a felicidade eterna o abraçará?
será que seus doces sonhos não desvanescerão na passagem entre mundos?
acordar : é compulsório
e agora que o céu se aproxima, é hora de não mais exitar
é hora de encarar todos os seus pedidos
que se realizaram - e, portanto, perderam o romance.
o gelo gostoso que voa pelas bochechas
e o salgado das lágrimas que choviam nos dias de verão
faziam-se construir um imenso guarda-sol
sem janelas , sem frestas
para manter os 16º que o fazia se abraçar
debaixo das cobertas, em seu mundo
atemporal, literário
para toda a eternidade até o alarme tocar.
Stella foi colher amoras e voltou com uma Amélie.
As madeixas pretas lá jaziam, na mais eterna doce melancolia. Só, envolta por sentimentos de amargura, de seu cantinho erosivo não sairia : era sua porta (trancada) para seu próprio mundo. Correntes de giletes a enclausuravam em um mausoléu nobre, criada por ela para ela mesma. Seu mórbido visage e seus olhos sem esperança avistaram o espelho dos narcisos, e lá se afundou; de nada mais necessita além de seu espetáculo sofrido, a cerimônia de premiação dos maiores pesares cujo troféu foi dado a ela, por ela. O mundo lá fora era frio, irreal, quebrado e traiçoeiro; e o pior de tudo, lá, ela teria que renunciar sua tristeza.
Que lhe daria o amadurecimento em troca do abandono do doce sofrimento?
Que lhe daria o amadurecimento em troca do abandono do doce sofrimento?
domingo, 23 de maio de 2010
restlessness (k-kinda bu-sy)
cansado, entediado, inquieto
em relação a todos os tipos de afeto.
com novas madeixas vem nova vida
uma vida borrada e sem direções,
aproveitada ao máximo?
chapéus e lápis para o alto,
pois o curtindo a vida adoidado está gritando para entrar.
"um pequeno esforço para o futuro" uma ova
o saco está cheio e o cheio está um saco
cadê os livros impressos no cérebro
que só me vejo voltando à janelinha que pisca?
"mais uma dose, é claro que eu to afim"
na verdade eu quero todas e todos
"por que a gente é assim?"
em relação a todos os tipos de afeto.
com novas madeixas vem nova vida
uma vida borrada e sem direções,
aproveitada ao máximo?
chapéus e lápis para o alto,
pois o curtindo a vida adoidado está gritando para entrar.
"um pequeno esforço para o futuro" uma ova
o saco está cheio e o cheio está um saco
cadê os livros impressos no cérebro
que só me vejo voltando à janelinha que pisca?
"mais uma dose, é claro que eu to afim"
na verdade eu quero todas e todos
"por que a gente é assim?"
sexta-feira, 7 de maio de 2010
melancolia
melancolia é vácuo que obstrui as narinas
tão parte sua quanto o seu rim
este filtra o sangue; aquela filtra as visões
tinge-as de negro e transborda aos olhos
ou ao coração - hemorragia.
tão parte sua quanto o seu rim
este filtra o sangue; aquela filtra as visões
tinge-as de negro e transborda aos olhos
ou ao coração - hemorragia.
domingo, 2 de maio de 2010
nothing's quite what it seems in a city of dreams
Tenho uma visão
360, subjetivação
céu, terra, água, fogo e energia
there's no such thing as fairies
mito, místico, intangível
o quão mágico?
360, subjetivação
céu, terra, água, fogo e energia
there's no such thing as fairies
mito, místico, intangível
o quão mágico?
dancing with my confusion (english)
the months go by slowly
as the weeks and days punish me with their emptyness
an emptyness i vaguely recognize
from the offly far away lands of which i have been pushed away
by the time and space of social remarks of what is right
for them, i most certainly did obey
though my most profound wish was to explore the beautiful and vast possibilities
of self guidance and indentification
reflected on the lagoons by the Alps and snow mountain sides.
the still very blurred vision of myself was presented to me
and who am i, if not only physical manifestations of the whatsitcalled particules
that consist my figure of soul and love?
maybe the dark despair cloud of the heart can tell you
what it is that i am finally made of:
The horror! The horror!
no meaning whatsoever is added to this -
could it be?
there's still an untoucheble inner light
which was disguised by the byronesque melancholy
for great mourning carries great renaissance
walking along by misleading steps
Wonderland and the Continent of Darkness
fighting for attention and power,
for long as they both shall live.
Now I am a capital I
the same first letter of Inconscious
inside a body-and-soul that is unique
and therefor, psyche
a one and only psyche.
as the weeks and days punish me with their emptyness
an emptyness i vaguely recognize
from the offly far away lands of which i have been pushed away
by the time and space of social remarks of what is right
for them, i most certainly did obey
though my most profound wish was to explore the beautiful and vast possibilities
of self guidance and indentification
reflected on the lagoons by the Alps and snow mountain sides.
the still very blurred vision of myself was presented to me
and who am i, if not only physical manifestations of the whatsitcalled particules
that consist my figure of soul and love?
maybe the dark despair cloud of the heart can tell you
what it is that i am finally made of:
The horror! The horror!
no meaning whatsoever is added to this -
could it be?
there's still an untoucheble inner light
which was disguised by the byronesque melancholy
for great mourning carries great renaissance
walking along by misleading steps
Wonderland and the Continent of Darkness
fighting for attention and power,
for long as they both shall live.
Now I am a capital I
the same first letter of Inconscious
inside a body-and-soul that is unique
and therefor, psyche
a one and only psyche.
domingo, 25 de abril de 2010
ravashing
facas do céu
são a nova chuva de homens de sobretudo e chapéu
perfuram com paixão destroçadora
de violência e cheiro vivo
e tudo o que é promíscuo
enfia, mete tudo o que tem
rasga e arranha
venenosa aranha
são a nova chuva de homens de sobretudo e chapéu
perfuram com paixão destroçadora
de violência e cheiro vivo
e tudo o que é promíscuo
enfia, mete tudo o que tem
rasga e arranha
venenosa aranha
psicologia da procrastinação
que será que será
que me trava e deprime
me come, me domina
toda a porra do tempo
por mais doce que sejam os bolos?
sim, é outrora doçura
a doçura do amargo: wallow
onomatopéico que só
designa o retrato de um complexo.
assim se vê, assim se vive
a seu modo, intenso
e insubstituível
que me trava e deprime
me come, me domina
toda a porra do tempo
por mais doce que sejam os bolos?
sim, é outrora doçura
a doçura do amargo: wallow
onomatopéico que só
designa o retrato de um complexo.
assim se vê, assim se vive
a seu modo, intenso
e insubstituível
sexta-feira, 23 de abril de 2010
crushed (sem título)
crushed like a bug in the ground
lá vou eu, a com os menores problemas do mundo
histérica e inútil
gritando por um que ultrapasse o vidro
se rasgue tentando, mas insista
e ensangüentado(a), lance a pergunta:
como você se sente?
lá vou eu, a com os menores problemas do mundo
histérica e inútil
gritando por um que ultrapasse o vidro
se rasgue tentando, mas insista
e ensangüentado(a), lance a pergunta:
como você se sente?
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solidão
Lisztomania (bleh)
Um macarrão com pomarola
Uma mousse de maracujá
Um yogoberry com negresco e m&m's
Um ovo de páscoa
Uma caipirinha
Um galão de caipirinha
Uma bandinha nova de rock pseudo inglês
Um bom livro
Uma playboy
Uma sessão no Estação
Um sebo bom e barato
Umas expressões num blog
Não são uma noite com o meu Lego.
Uma mousse de maracujá
Um yogoberry com negresco e m&m's
Um ovo de páscoa
Uma caipirinha
Um galão de caipirinha
Uma bandinha nova de rock pseudo inglês
Um bom livro
Uma playboy
Uma sessão no Estação
Um sebo bom e barato
Umas expressões num blog
Não são uma noite com o meu Lego.
Eu poderia te dar um tiro
você se acha tão inexorável
com seus ponteiros e raios flamejantes
que atingem a todos os infortunados
inclusive a mim, no subjetivo
fucking subjetivo
poderia atirar nos dois
e explodir essa merda
é.
com seus ponteiros e raios flamejantes
que atingem a todos os infortunados
inclusive a mim, no subjetivo
fucking subjetivo
poderia atirar nos dois
e explodir essa merda
é.
Esse calor que derrete o meu cérebro
Esse calor que derrete o meu cérebro
também transpira emoções.
Raiva, angústia, inquietude, arrependimento e medo escorrem e se unem em poça
para refletir meu rosto in-intrépido
como um cachorro reflete seu dono.
a última gota já se esgotou e não agüento mais.
que o tempo passe e leve o seu maldito tempo tropical com ele
até o último resquício desse bafo dos infernos.
As horas e os dias passam e nada faço, só suo,
suo e misso
submissa.
E escrevo poemas de merda
também transpira emoções.
Raiva, angústia, inquietude, arrependimento e medo escorrem e se unem em poça
para refletir meu rosto in-intrépido
como um cachorro reflete seu dono.
a última gota já se esgotou e não agüento mais.
que o tempo passe e leve o seu maldito tempo tropical com ele
até o último resquício desse bafo dos infernos.
As horas e os dias passam e nada faço, só suo,
suo e misso
submissa.
E escrevo poemas de merda
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Sonhos
Na trilha para atravessar a censura
a psi levanta seu pincel e começa, pacientemente,
sua obra de arte de cada noite.
Com uma planilha do arco-íris mais esplendoroso
ela lança em arremessadas vívidas e rápidas
Um mergulho para este interior celestial:
a imensidão líquida
sem limites, chão ou teto
relógios derretidos e elefantes
uma rajada de cores surrealista;
atrás da outra, e da outra, um conjunto de símbolos
individuais?
ora, mas são todos ao mesmo tempo
coletivo, indivíduo
mente, espírito, alma, corpo
uma pitada de cada um...
juntos em um magnífico lago de reflexos do inconsciente -
infinito como o céu, intocável.
a psi levanta seu pincel e começa, pacientemente,
sua obra de arte de cada noite.
Com uma planilha do arco-íris mais esplendoroso
ela lança em arremessadas vívidas e rápidas
Um mergulho para este interior celestial:
a imensidão líquida
sem limites, chão ou teto
relógios derretidos e elefantes
uma rajada de cores surrealista;
atrás da outra, e da outra, um conjunto de símbolos
individuais?
ora, mas são todos ao mesmo tempo
coletivo, indivíduo
mente, espírito, alma, corpo
uma pitada de cada um...
juntos em um magnífico lago de reflexos do inconsciente -
infinito como o céu, intocável.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Estucada na Mancha
Pendulando em opiniões, vou nadando
no aquário do Canal, e os anos vão passando
e eu marrei
porque estou tão doente disso tudo...
se lar é onde mora o seu coração
por que sou arremessada
de novo e de novo
de volta para o Atlântico?
Acorrentada à mancha, alterno de terras
de tempos em tempos
pra ver qual me vai.
mas algumas vezes tento ver
qual me terna...
e tudo converge num transtorno patrial
a teia que eu me fiz construir
da qual não consigo mais sair.
Alma extraviada continua sua busca
pela nação que encha seus sapatos
para ela sempre será errante
e errante ela para sempre será.
obs.:
stuck / la manche
j'en ai marre / i'm so sick of it
quelle me va / which one suits me
fill its shoes
for it will always be
no aquário do Canal, e os anos vão passando
e eu marrei
porque estou tão doente disso tudo...
se lar é onde mora o seu coração
por que sou arremessada
de novo e de novo
de volta para o Atlântico?
Acorrentada à mancha, alterno de terras
de tempos em tempos
pra ver qual me vai.
mas algumas vezes tento ver
qual me terna...
e tudo converge num transtorno patrial
a teia que eu me fiz construir
da qual não consigo mais sair.
Alma extraviada continua sua busca
pela nação que encha seus sapatos
para ela sempre será errante
e errante ela para sempre será.
obs.:
stuck / la manche
j'en ai marre / i'm so sick of it
quelle me va / which one suits me
fill its shoes
for it will always be
segunda-feira, 8 de março de 2010
Inverno
as flores congeladas que nascem dos algodões-doces
dançam no ar em direção à terra
hora graciosas, hora apressadas
tortas, coreografadas ou não
seguindo o ritmo da orquestra de dentro dos tímpanos.
ao fim de seus redemoinhos deixam rastros brancos
brancos como sua grande-mãe, solitários ou em massa
massa esta que se deita sobre as folhagens
e os gramados, as árvores e as montanhas
até mesmo nas terras: verglas.
os filhos glissados lançam um feitiço sobre o ambiente
em vez de adormecê-lo, o enche de sonhos
penumbra lívida
no deslizar, enxerga-se
o sem fim, o eterno
os flocos passam espalhando o encanto
encantando o reino das almas perdidas
tocando as faces uma por uma
o castelo contempla a chegada dos ventos gelados
é tempo de parar, refletir, enquanto vêem-se as tempestades níveas
e enfim dormir em paz.
dançam no ar em direção à terra
hora graciosas, hora apressadas
tortas, coreografadas ou não
seguindo o ritmo da orquestra de dentro dos tímpanos.
ao fim de seus redemoinhos deixam rastros brancos
brancos como sua grande-mãe, solitários ou em massa
massa esta que se deita sobre as folhagens
e os gramados, as árvores e as montanhas
até mesmo nas terras: verglas.
os filhos glissados lançam um feitiço sobre o ambiente
em vez de adormecê-lo, o enche de sonhos
penumbra lívida
no deslizar, enxerga-se
o sem fim, o eterno
os flocos passam espalhando o encanto
encantando o reino das almas perdidas
tocando as faces uma por uma
o castelo contempla a chegada dos ventos gelados
é tempo de parar, refletir, enquanto vêem-se as tempestades níveas
e enfim dormir em paz.
quarta-feira, 3 de março de 2010
À procura de palavras poéticas
no momento súbito que um acorde ultrapassa seus tímpanos, a musa fecha os olhos.
ela não é mais mulher, não é mais musa
ela é pena a voar, carpa a dançar
reais emoções dela transbordam
e como soprá-las para fora?
ela não é mais mulher, não é mais musa
ela é pena a voar, carpa a dançar
reais emoções dela transbordam
e como soprá-las para fora?
Penélope
Penélope calvalgou no corcel indomável;
suas loucuras o tomaram e ela tomou suas rédeas.
sentir, é o que Penélope quer sentir
correndo pela campanha
ao relinchar, e a designar seu futuro
porque a noite não adormecerá
nunca
e nunca adoçará; quiçá amolecer
mas certamente salgará
pois há força sufocante em seus lençóis.
suas loucuras o tomaram e ela tomou suas rédeas.
sentir, é o que Penélope quer sentir
correndo pela campanha
ao relinchar, e a designar seu futuro
porque a noite não adormecerá
nunca
e nunca adoçará; quiçá amolecer
mas certamente salgará
pois há força sufocante em seus lençóis.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Cuidado! Este post pode ser perigoso!
Olá!
Estou tomando conta desse blog nesse momento. Isso mesmo, o seu dono não está aqui agora e eu resolvi invadí-lo. Quem sou eu? Podem me chamar de Mimolette. Mas o que significa isso? Caso não saiba, Mimolette é um queijo fabricado na Holanda e no norte da França. Possui uma forte cor laranja, que pode ser mais escura ou mais clara dependendo do produtor e da idade do queijo.
Mas o importante é que posso ser chamado de Mimolette. Aliás, o dono deste blog também pode ser chamado de Mimolette. Mas não se confundam, pois eu não sou o dono deste blog! Apenas partilho este nome em comum. Se preferirem, podem usar Mimolette femme e Mimolette homme para diferenciar-nos. Não se sintam obrigados, afinal a diferença entre os dois é normalmente clara segundo o contexto. Por exemplo, agora o blog de Mimolette está sendo invadido por Mimolette.
Felizmente, tenho boas intenções. Assim, não vou revelar nenhum segredo íntimo do dono, Mimolette, neste post clandestino. Eu poderia facilmente fazer isso, pois conheço muitas coisas. Entretanto, prefiro apenas me apresentar. Agora que vocês me conhecem, talvez vocês voltem a ouvir falar de mim. Talvez eu consiga uma outra brecha neste blog, quem sabe? Quem sabe o que poderei dizer? Não é só porque guardo estes segredos para mim que eles não possam ser considerados como verdades. Aliás, muitas vezes, os segredos que são guardados com mais cuidado são os mais verdadeiros. Os mais autênticos. Os mais perigosos.
Pensem nisso.
ps: comam Mimolette, é bom pra caramba.
Estou tomando conta desse blog nesse momento. Isso mesmo, o seu dono não está aqui agora e eu resolvi invadí-lo. Quem sou eu? Podem me chamar de Mimolette. Mas o que significa isso? Caso não saiba, Mimolette é um queijo fabricado na Holanda e no norte da França. Possui uma forte cor laranja, que pode ser mais escura ou mais clara dependendo do produtor e da idade do queijo.
Mas o importante é que posso ser chamado de Mimolette. Aliás, o dono deste blog também pode ser chamado de Mimolette. Mas não se confundam, pois eu não sou o dono deste blog! Apenas partilho este nome em comum. Se preferirem, podem usar Mimolette femme e Mimolette homme para diferenciar-nos. Não se sintam obrigados, afinal a diferença entre os dois é normalmente clara segundo o contexto. Por exemplo, agora o blog de Mimolette está sendo invadido por Mimolette.
Felizmente, tenho boas intenções. Assim, não vou revelar nenhum segredo íntimo do dono, Mimolette, neste post clandestino. Eu poderia facilmente fazer isso, pois conheço muitas coisas. Entretanto, prefiro apenas me apresentar. Agora que vocês me conhecem, talvez vocês voltem a ouvir falar de mim. Talvez eu consiga uma outra brecha neste blog, quem sabe? Quem sabe o que poderei dizer? Não é só porque guardo estes segredos para mim que eles não possam ser considerados como verdades. Aliás, muitas vezes, os segredos que são guardados com mais cuidado são os mais verdadeiros. Os mais autênticos. Os mais perigosos.
Pensem nisso.
ps: comam Mimolette, é bom pra caramba.
Home?
Home, home again
I'd like to be here, but I can't
Because I am
One lost soul swimming in a fish bowl.
I'd like to be here, but I can't
Because I am
One lost soul swimming in a fish bowl.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
twinkle twinkle little bat
não,não, nada de depressões. Somente aspirações, inspirações, macarrões!
ah, a dura tarefa de entrar no mundo de outrém: "A paixão moderna pela fascinação da imagem corresponde ao modo vertiginoso de construir e desconstruir casais em nossos tempos. A dialética entre o olho da fotógrafa (ver) e a dança da stripper (dar a ver)".
é tudo tão belamente complexo;
é o nosso mundo, tout autour um mar de salmões contra a corrente, envolto pelo caos que gira nossas vidas. O que seríamos, afinal, sem a pulsão de morte?
fim do telegrama do chá das 5.
very very very rude in deed...
ah, a dura tarefa de entrar no mundo de outrém: "A paixão moderna pela fascinação da imagem corresponde ao modo vertiginoso de construir e desconstruir casais em nossos tempos. A dialética entre o olho da fotógrafa (ver) e a dança da stripper (dar a ver)".
é tudo tão belamente complexo;
é o nosso mundo, tout autour um mar de salmões contra a corrente, envolto pelo caos que gira nossas vidas. O que seríamos, afinal, sem a pulsão de morte?
fim do telegrama do chá das 5.
very very very rude in deed...
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