segunda-feira, 28 de novembro de 2011
o mundo inteiro acordar
enquanto algodões úmidos nos abraçam
atrás das cortinas
tuas curvas leitosas me arrebatam
e aion impera com toda graça ao te admirar.
re-conhecendo, pujança de cores
e de girassóis
semeiam pólen de novos possíveis
passíveis
de passar e desconfigurar.
costurar outros nós:
ah, as borboletas a voar!
(watch out, the world's behind you..
there's always someone around you who will call..
it's nothing at all..)
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
confluência de pólens
onde encontro meu ninho
repuxando os pólos para o centro
interseção de atravessamentos e redemoinho.
Trançada, não sei mais escolher
muito menos o quero
quero os dois, os três
todo o amor de uma só vez
por que não se for sincero?
Os braços são longos
e acolhedores demais para um só...
segunda-feira, 14 de março de 2011
todo carnaval tem seu fim
fumaça doce e ácida
à luz negra, curvas que se entrelaçam
serpente loira que circula meu círculo
engasgando-o com seu perfume
dionisíaco é o sabor desse ar
que um dia tinha que se esvanescer.
o êxtase culmina em um abraço e um orgasmo
unidos em duas figuras exquísitas
se resume a amor,
com cobertura de liberdade
caldo de amizade.
amor, como te amo melhor agora
agora que nossos abraços são abraços
espremidos de sinceridade
e isentos de tapinhas costais!
em minh'alma chove cristais
umas gotas dessas de céu aveludado
ao lembrar da emoção tenra
que de sua pele transpirou
tal como noite estrelada
pinceladas em curvas de sonho
curvas do cerne que és, que sou.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
wanderlust
engreno em uma trilha vespertina
por dentre folhas de gelo e cerejas de cristal
dimensão de tempo descontínuo
fragmentado
cujas luzes refratam em prisma
num arco-íris estrelado que rouba meu ar
para que ele respire por mais tempo
e brilhe tal como os lençóis das suas cores.
contemplo esse espetáculo
desejando transmitir para meus amores:
rabisco rascunhos desse mundo
na contracapa de um García Márquez
e o deixo em uma praça qualquer
à deriva
para que alguém o decifre...
e com um beijo de boa sorte
faz-se amuleto.
dedico-lhe ao amor,
e tatuo minha devoção com negra tinta
ao fazer germinar de mim as tais palavras:
àquele que achar paixões e vivê-las,
que descubra a autopoiese de transformar e ser transformado,
de derreter em si e no outro,
de libertar os sentimentos ao princípio da incerteza,
o mágico movimento do universo em uma pequena esfera
que vaga cravando seu nome
wanderlust.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
wanna whole lotta love
de curvas quentes que enroscam-se e dilaceram-se
meio a uma sinfonia led zeppelin
em que unhas e dentes destroçam a cada riff
e a visão embaralha dentro d'um caldeirão.
ata-me! me come sem piedade
arranca-me as madeixas que arranco as tuas
aos gritos cala-me e engole-me com teu beijo
enquanto cravo labirintos vermelhos em tuas costas
e perco-me na luxúria desse sonho
na violência voraz da tua pele.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
ode às minhas lagostas
um distante e próximo
e outro próximo e distante.
desfaço-me para me ater a algum,
mas deparo-me com a indisposição de fundir-se em um
como se o meu amor fosse demasiado urrante
ou não amarrado o bastante.
nas rimas me acolho
à procura de um canto escuro
onde possa espiar no mágico olho
os olhos de cada sítio, vida por vida
e muro por muro.
mesmo que não me amem
queria poder desejá-las o meu melhor
e que um dia talvez tracemos esse ardor de amor
tão lindo, meu bem
tão puro...
distante
para fugir do que tenho a dizer
tanto pelo medo
tanto pelo dedo
quanto pelo dado
pré-fabricado
que o outro atirará em ombros meus
contra os meus
só para cumprir seu papel de afago.
sem saber, entreguei-lhes o meu todo
de um modo ou de outro
poderíamos fazer nascer uma linda história
tecida entre versos e acordes
filosofias e ficções
tão seus e tão meus
unívocos em um abraço,
a fantasia desenhada em papel almaço.
sou um ser de mil amores
mas só queria perguntar
"dos versos meus, tão seus que esperem
que os aceite em paz
eu digo que eu sou
o antigo do que vai, adiante
sem mais, eu fico onde estou,
prefiro continuar distante..."
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
flows on you
não pude evitar,
apaixonei-me pelo calor do mistério...
e agora recuo-me aos meus sonhos,
amando ainda eternamente meu bem amado
e também a pluralidade que me é tão cara
resignando-me a fantasias
pelas quais meu mais precioso cristal poderia quebrar-se
cair no abismo
e só subir à superfície com zéfiro,
apenas pela metade, opaco e arranhado
como fazer-te entender sem levar comigo seu brilho?
com amor, zaratustra
o meu destinatário secreto recebeu minha correspondência
sem saber que se destinava a ele
de um remetente desconhecido
agora com mais desrazão que nunca
ao deleitar-se no gozo de declarar-se
coberta por um lençol, em sussurros
mas mesmo assim vendo estrelas.
amar um só não faz mais sentido
há uma enchente sentimental vazando de mim
suplicando para sair e irrigar outros campos
germinar novas flores e novas vidas
começar um ecossistema vizinho, com tanta riqueza
estas expectativas me matam,
e matam aos poucos as pulsões que me dão a juventude
e desperdiçam vidas, massacram possibilidades
de novos atravessamentos paralelos.
novos amores são novas relações,
que são novos cultivos e partilhas
que urgem a disseminar-se pelos prados
e enfrentar novos monstros que me farão sofrer
e, portanto, viver.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
impressão sol poente
para que retires essa máscara que me atira de joelhos a ti
para que enfim, talvez, eu pare de sonhar com teus fios sujos e desvairados
com teu sorriso sutil e infantil
e com cada última gota de expectativas
com as quais preenchi sua incógnita gestalt.
perdoa-me pelos versos compridos e desajeitados,
mas é a primeira vez que escrevo-te sem um muro entre nós
meus dedos tremem, embriagados pela idéia de seus olhos percorrerem meu poema
não é amor que sinto por ti
mas uma paixão por um mistério docemente familiar...
apesar de haver outros enraizados em minha bomba aórtica
poderias ali acampar por algumas eternidades
armar barraca longe das raízes, mas abaixo de uma árvore
e compartilhar com eles a fauna que me mostrares
coração das trevas e da luz
a feição de suave monstro, de criatura escondida do hostil:
impressão.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
catarse para um novo amor
no berço de uma pulsão desacorrentada.
animus raiou de meu âmago e fluiu em espiral
ascendeu até o céu da boca e deslizou
suavemente enlaçado a meu hálito
pairou e envolveu as mordidas, os arranhões e gemidos
e tudo consumiu-se em chamas
catarse astral.
as almas queimam para transformarem-se
combustam em poeira de estrela
sôfrega energia as lança no infinito universo
como se ainda abraçadas em ávido desejo
e enfim sucumbem ao sideral em esplendoroso fogo de artifício.
neva flocos de poeira cósmica:
em galáxias, asteróides e cometas
e ao sistema solar
uma jornada para o recomeço
para tecer novas constelações
traçar novos labirintos
saborear novas gotas de chuva
fazer novo amor.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
platônico imaginado
nesse canto escuro onde ninguém me avistará
à minha melodia querida da ilha do norte
abandono-me ao secreto gozo das suas letras
o deleite de descobrir-lhe sem ser descoberta
no negro fundo de seu líquido livro, como o meu
assim como o contraste com o branco e verde-claro
e todas as outras coicidências reunidas
na minha identidade compartilhada imaginária.
foi bom brincar por um tempo
mas a fagulha já me aquece mais do que eu gostaria...
e agora espio pela fechadura do seu mundo
ao invés de cumprir meus deveres sociais!
ah, se eu pudesse ter esta fôrma em biscoito fresco
tecer novas investigações e alinhamentos
ou pelo menos quebrar a solidez do biscoito favorito
em batimentos emocionais tão barulhentos!
faísca de um novo que já é
no caótico desgrinhado daquelas madeixas
no quadro embaraçado e curvado para si
no aspecto encardido da cabeça aos pés
no ar intelectual dos cafés parisienses
no jeito delicado de escrever
que arranca de mim um ronronar peculiar
e um ímpeto desejo de aganchar-me em seus cabelos,
esfregar-me em suas bochechas de meias-barbas,
e desfalcar-lhe um beijo para derretê-lo e fundi-lo em mim.
por que será
que a cada vez que ouço um certo sotaque britânico
e certas notas untadas em melodia celestial
me vem a sublime fantasia em uma bicicleta
e meus olhos não sabem mais parar de segui-lo...
sim,
é projeção do que já é
e do que será.
mas o é diferente, excitante
e enigmático
do perfeito arquétipo cravado em minha paixão...
basta rememorar-me desta racional idéia
que nada passará de uma centelha!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
fazer novo amor (em queda livre)
Vôo como voam sacos plásticos ao vento, agarrada ao travesseiro como a um amante em tempo frio, pouso em qualquer coisa tão macia quanto o toque da sua fronha. Afundo e afundo no que parece a nuvem na qual uma vez já sonhei, já adormeci, já gemi, ao lado daquele tão querido amante, uma vaga lembrança preenche o espaço vazio da minha (agora visivelmente) cama.
Antigas fervilhas agora unem-se sob nova forma, como tanto pregava Zaratustra?
Pouco provável. Pelo menos tentam, mesmo que à sombra do passado.
O novo arranjo de feixes agrada-me, e sou capaz de apaixonar-me ainda mais uma vez, e enovelar uma nova história.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
um mundo ideal
domingo, 4 de julho de 2010
humano, demasiadamente humano
o amor é livre enquanto amor;
escamado em toda a sua complexidade
pele atrás de pele, penetrando à flesh
carne viva essa que pulsa e flui como os céus de van gogh
revelada em puro retrato real
e amada pelo que ela é: isso é ser um
sem apreensões, sem ilusões
entrega da alma em entrelaços que se tranceiam
em meio a confissões, desenhos, serenatas e luares
confundem-se nos mares turbulentos cor-de-rosa
que banham a odisséia entre lençóis
invejada por delacroix, debruçada por beauvoir
líquida, mas verdadeira
eterna enquanto amor
impossível enquanto pudor
e impressindível enquanto calor
humano, demasiadamente humano
domingo, 27 de dezembro de 2009
Colisão
te beijo com os dedos e a palma das mãos
mordo as semi-covinhas e suspiro:
te amo com todo o meu fôlego
me embromo nos cachos,
o abraço com toda a minha força
e nunca mais o deixo sair.
me derreter em você
fazer-me em lava e te envolver
mas não te machucar, nunca
é meu quebra-cabeça
complexamente extraordinário.
enigma que se explora em constelações
de estrelas cadentes, idéias
valores e talentos em cargas elétricas
gestos finos e únicos em nuvens de nebulosas.
bem lá no fundo, anéis sentimentais
perceptíveis somente a viajantes daquele universo
eles sussurram (confidencial)
a poeira cósmica de emoções reage
ao mochileiro, imerso a sós
porque ele foi digno de chegar até ali.
há apenas conseqüência
entrar até aqui, por fim.
a casca de noz que cobre o recinto
continua agarrada, vorazmente
mais do que nunca
ao (antes) mochileiro
agora ele é onda daquele mar de particularidades
a colisão de universos já se deu -
cada estrela uma mania, cada astro um gosto
e naqueles anéis residem a memória
do viajante que nunca mais se vai.
desse abraço explodem humanidades
alvoroço complexo de sentimentos
de projeções, associações, valorações
que se unem em universo-filho
resultante
cada asteróide, galáxia, anel
peculiaridades, que juntas são fruto
da união atemporal.
tudo começou com um olhar.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Como envelhece quando você não está.
Tem a asa rasgada.
Vai em cada flor, cada arbusto
Cadê o pedaço que me falta?
Escondido no leque multicores,
No subconsciente de todas as formas,
Na essência de tudo no que ela pisa - e degusta.
O pólen pode ser doce
Mas ela prefere voar melhor.
E como ela pode lançar o vôo
Se a marselhesa não a deixa?
Ela procura, bate as asas com esforço
Através do universo de pétalas e pétalas
Mas nada mudará seu mundo.
Um milhão de sorrisos, uma onda de felicidade
A arrastam para distraí-la
Pela chuva, estrelas cadentes, poeira cósmica
E ainda está lá a borboleta
Com toda a esperança, ela procura
À espera do encaixe dos sonhos.
Tons de verde e violeta dançam
No festival da aurora boreal
Em meio a geadas e cristais de neve
E ainda está lá a borboleta
Com toda a esperança, ela procura
À espera do encaixe dos sonhos.
Primavera chegou
O canteiro sorri para ela
Diz: "olha, olha o desabrochar"
E a borboleta passa reto, distraída
Ele grita: "quê que foi, quê que há?"
E ela nem ouve
Com toda a esperança, ela procura
À espera do encaixe dos sonhos.
Um dia veio à borboleta:
E se eu perguntasse ao louva-deus?
Ela implorou, por favor, senhor
Me mostre o caminho de tijolos amarelos.
Ele desobstruiu o arbusto e falou:
Minha cara, você não tem que ir universo a fora
E sim universo a dentro.
Borboleta então voltou cabisbaixa
E continuou sua missão.
Agora ela olhava para si
Abriu o terceiro olho e as asas
Sentiu a ventania aumentar, e um navio à vista
As folhas fizeram uma roda e dançaram,
Subindo ao céu em espiral.
Borboleta então desejou seu pedaço de asa
Do céu, descendo para ela...
E o gongo dos dois anos soou.
Um oi circulou borboleta na ventania
E seus olhos não acreditavam no que via.
Era ele, o pedaço da sua asa
Que a abandonara e nunca mais vira!
Borboleta o sufocou em seu ninho
E falou: "nunca mais te deixo sair".
O pedaço respondeu: mas borboleta,
Não vê que por causa dessa liberdade
É que nos pertencemos pra toda a eternidade?
domingo, 15 de novembro de 2009
Aconteceu em Woodstock
Saudades de uma época que não se viveu: é possível?
Possível é idealizar uma década, um momento em uma imagem límpida de perfeição, de equilíbrio, e desejar vivê-la. É isso que sinto ao ler e assistir às mídias dos anos 60 fora do Brasil.
Sorte é ter realmente compartilhado com outros aquela ideologia de liberdade, além da teoria, em qualquer época (mas suponho que, naquela, mais pessoas o fizeram).
Expressar a sua essência humana tão livremente, unido a uma multidão pelos ideais e pelo rock... Viver com somente o necessário no quesito material, dormir aonde der, cozinhar para todo mundo, cada um faz a sua parte...
E hoje?
Hoje a comunidade é diferente. Mesmo aqueles que tentam reviver a época que nunca viveram, questionando a sociedade áspera e sutilmente megacompetitiva moderna, se deixam levar pela onda de crânios ocos isolados, sem esqueleto ou neurônios espelho.
É raro se sentir unido hoje em dia. Unido de verdade, como quando você é a outra e a outra é você. Há um jogo de retalhamentos de corações, porém nenhuma forma uma interceção - quando forma, ergue-se também uma parede para demarcar o território. Cada um, ao longo da vida, deixa um pedaço de si no outro... mas por que isso é arruinado com a posse?
O amor pode ser expressado de diversas maneiras, e uma das mais naturais é pelo corpo. Tocar-se é exprimir carinho que surgiu naquele momento; não importa o sexo, idade, aparência, visão política, etc... Tudo é cheio de amor. Por que não sentir isso a cada entrada no mundo de outro alguém querido?
Digo porque: Sartre estava certo. A sociedade é a prisão do homem, e o homem não vive fora de sociedade. O paradoxo primordial da existência humana. O homem faz regras dentro da sua própria liberdade, pois há a liberdade do outro próximo a ele. As regras podem ser traçadas visando um bem comum a todos ou ao bem de um determinado grupo de pessoas. A única forma de conviver com o paradoxo é com a cooperação. Com o jogo de dar e receber, todos saem beneficiados, mesmo que agora você necessite reduzir sua liberdade pessoal para aumentar a do outro - em outros momentos, a situação se inverterá.
Por que somos incapazes de viver em cooperação? Segundo Thorstein Veblen, por causa do nosso estilo de vida predatório, que desperta um sentimento de competição entre nós que nos consome por inteiro. Mas, para ele, as culturas que não passaram pela Revolução Neolítica ainda estão em um estágio de comunidade fraterna, sem a noção de um membro contra o outro, ou que um se sobrepõe a outro em qualquer modalidade. Ou seja, talvez, um dia, em um período muito muito curto da história, já tivemos este pensamento que soluciona o paradoxo da vida humana.
A partir da adoção da vida predatória, passamos a desenvolver, segundo Konrad Lorenz, 3 princípios animais:
1) Princípio da liderança - que se dá pela força (líder = mais forte); se impõe pela violência.
2) Princípio da territorialidade - proteção e demarcação do território da comunidade; e território pessoal dentro do grupo (hierarquia demarca linhas invisíveis).
3) Princípio da exclusividade de tipo - quando nasce um indivíduo fenotipicamente diferente do resto do grupo, a tendência é a exclusão ou eliminação do mesmo (neofobia).
A diferença marcante, que faz o ser humano ter um pingo de esperança para atingirmos o "retrocesso" do pensamento cooperativo, é que nós temos a capacidade de processar raciocínios, e enxergar todas estas condições - e, portanto, controlá-las para um bem comum.
Isso somente acontecerá (se não fizermos pressão) no dia em que estaremos próximos do fim do mundo ou de alguma situação tão drástica assim, como a mudança climática global: quando a sobrevivência se sobrepôr à ganância e ao individualismo pelo qual o ocidente tanto preza.
Deveríamos utilizar este "novo" caráter competitivo do homem para alcalçar esta meta mundial de paz: coloquemos em jogo o Woodstock.
Quem reunir o maior número de pessoas pela paz vence;
Quem trouxer mais felicidade para o maior número de pessoas vence mais ainda;
Quem divulgar mais amplamente essa felicidade para o mundo, e mostrar o quão melhor somos vivendo desta maneira, vence o melhor prêmio de todos: a paz.
Ao infinito, e além!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Dança da vida... (all is full of love)
Não foi preciso muito tempo até darmos as mãos, em círculo. Cada um olhava para o grupo, e sorria com todo o corpo; alguns até com os olhos transbordados. Éramos um. A música começou a tocar: A roda girava, em meio a risos e sambas, cantar e cantar e cantar, e eu não poderia estar mais feliz. Olhei para todos, e flashes da época da inocência me vieram; aquela em que estendíamos nossos corações, em que não fazia sentido desconfiar, e que dizíamos sim. Pela primeira vez em muitos anos, não estava mais sozinha. Não havia mais incerteza nenhuma. Ficamos com a pureza da resposta das crianças - é a vida, é bonita e é bonita!