você se acha tão inexorável
com seus ponteiros e raios flamejantes
que atingem a todos os infortunados
inclusive a mim, no subjetivo
fucking subjetivo
poderia atirar nos dois
e explodir essa merda
é.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Esse calor que derrete o meu cérebro
Esse calor que derrete o meu cérebro
também transpira emoções.
Raiva, angústia, inquietude, arrependimento e medo escorrem e se unem em poça
para refletir meu rosto in-intrépido
como um cachorro reflete seu dono.
a última gota já se esgotou e não agüento mais.
que o tempo passe e leve o seu maldito tempo tropical com ele
até o último resquício desse bafo dos infernos.
As horas e os dias passam e nada faço, só suo,
suo e misso
submissa.
E escrevo poemas de merda
também transpira emoções.
Raiva, angústia, inquietude, arrependimento e medo escorrem e se unem em poça
para refletir meu rosto in-intrépido
como um cachorro reflete seu dono.
a última gota já se esgotou e não agüento mais.
que o tempo passe e leve o seu maldito tempo tropical com ele
até o último resquício desse bafo dos infernos.
As horas e os dias passam e nada faço, só suo,
suo e misso
submissa.
E escrevo poemas de merda
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Sonhos
Na trilha para atravessar a censura
a psi levanta seu pincel e começa, pacientemente,
sua obra de arte de cada noite.
Com uma planilha do arco-íris mais esplendoroso
ela lança em arremessadas vívidas e rápidas
Um mergulho para este interior celestial:
a imensidão líquida
sem limites, chão ou teto
relógios derretidos e elefantes
uma rajada de cores surrealista;
atrás da outra, e da outra, um conjunto de símbolos
individuais?
ora, mas são todos ao mesmo tempo
coletivo, indivíduo
mente, espírito, alma, corpo
uma pitada de cada um...
juntos em um magnífico lago de reflexos do inconsciente -
infinito como o céu, intocável.
a psi levanta seu pincel e começa, pacientemente,
sua obra de arte de cada noite.
Com uma planilha do arco-íris mais esplendoroso
ela lança em arremessadas vívidas e rápidas
Um mergulho para este interior celestial:
a imensidão líquida
sem limites, chão ou teto
relógios derretidos e elefantes
uma rajada de cores surrealista;
atrás da outra, e da outra, um conjunto de símbolos
individuais?
ora, mas são todos ao mesmo tempo
coletivo, indivíduo
mente, espírito, alma, corpo
uma pitada de cada um...
juntos em um magnífico lago de reflexos do inconsciente -
infinito como o céu, intocável.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Estucada na Mancha
Pendulando em opiniões, vou nadando
no aquário do Canal, e os anos vão passando
e eu marrei
porque estou tão doente disso tudo...
se lar é onde mora o seu coração
por que sou arremessada
de novo e de novo
de volta para o Atlântico?
Acorrentada à mancha, alterno de terras
de tempos em tempos
pra ver qual me vai.
mas algumas vezes tento ver
qual me terna...
e tudo converge num transtorno patrial
a teia que eu me fiz construir
da qual não consigo mais sair.
Alma extraviada continua sua busca
pela nação que encha seus sapatos
para ela sempre será errante
e errante ela para sempre será.
obs.:
stuck / la manche
j'en ai marre / i'm so sick of it
quelle me va / which one suits me
fill its shoes
for it will always be
no aquário do Canal, e os anos vão passando
e eu marrei
porque estou tão doente disso tudo...
se lar é onde mora o seu coração
por que sou arremessada
de novo e de novo
de volta para o Atlântico?
Acorrentada à mancha, alterno de terras
de tempos em tempos
pra ver qual me vai.
mas algumas vezes tento ver
qual me terna...
e tudo converge num transtorno patrial
a teia que eu me fiz construir
da qual não consigo mais sair.
Alma extraviada continua sua busca
pela nação que encha seus sapatos
para ela sempre será errante
e errante ela para sempre será.
obs.:
stuck / la manche
j'en ai marre / i'm so sick of it
quelle me va / which one suits me
fill its shoes
for it will always be
segunda-feira, 8 de março de 2010
Inverno
as flores congeladas que nascem dos algodões-doces
dançam no ar em direção à terra
hora graciosas, hora apressadas
tortas, coreografadas ou não
seguindo o ritmo da orquestra de dentro dos tímpanos.
ao fim de seus redemoinhos deixam rastros brancos
brancos como sua grande-mãe, solitários ou em massa
massa esta que se deita sobre as folhagens
e os gramados, as árvores e as montanhas
até mesmo nas terras: verglas.
os filhos glissados lançam um feitiço sobre o ambiente
em vez de adormecê-lo, o enche de sonhos
penumbra lívida
no deslizar, enxerga-se
o sem fim, o eterno
os flocos passam espalhando o encanto
encantando o reino das almas perdidas
tocando as faces uma por uma
o castelo contempla a chegada dos ventos gelados
é tempo de parar, refletir, enquanto vêem-se as tempestades níveas
e enfim dormir em paz.
dançam no ar em direção à terra
hora graciosas, hora apressadas
tortas, coreografadas ou não
seguindo o ritmo da orquestra de dentro dos tímpanos.
ao fim de seus redemoinhos deixam rastros brancos
brancos como sua grande-mãe, solitários ou em massa
massa esta que se deita sobre as folhagens
e os gramados, as árvores e as montanhas
até mesmo nas terras: verglas.
os filhos glissados lançam um feitiço sobre o ambiente
em vez de adormecê-lo, o enche de sonhos
penumbra lívida
no deslizar, enxerga-se
o sem fim, o eterno
os flocos passam espalhando o encanto
encantando o reino das almas perdidas
tocando as faces uma por uma
o castelo contempla a chegada dos ventos gelados
é tempo de parar, refletir, enquanto vêem-se as tempestades níveas
e enfim dormir em paz.
quarta-feira, 3 de março de 2010
À procura de palavras poéticas
no momento súbito que um acorde ultrapassa seus tímpanos, a musa fecha os olhos.
ela não é mais mulher, não é mais musa
ela é pena a voar, carpa a dançar
reais emoções dela transbordam
e como soprá-las para fora?
ela não é mais mulher, não é mais musa
ela é pena a voar, carpa a dançar
reais emoções dela transbordam
e como soprá-las para fora?
Penélope
Penélope calvalgou no corcel indomável;
suas loucuras o tomaram e ela tomou suas rédeas.
sentir, é o que Penélope quer sentir
correndo pela campanha
ao relinchar, e a designar seu futuro
porque a noite não adormecerá
nunca
e nunca adoçará; quiçá amolecer
mas certamente salgará
pois há força sufocante em seus lençóis.
suas loucuras o tomaram e ela tomou suas rédeas.
sentir, é o que Penélope quer sentir
correndo pela campanha
ao relinchar, e a designar seu futuro
porque a noite não adormecerá
nunca
e nunca adoçará; quiçá amolecer
mas certamente salgará
pois há força sufocante em seus lençóis.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Cuidado! Este post pode ser perigoso!
Olá!
Estou tomando conta desse blog nesse momento. Isso mesmo, o seu dono não está aqui agora e eu resolvi invadí-lo. Quem sou eu? Podem me chamar de Mimolette. Mas o que significa isso? Caso não saiba, Mimolette é um queijo fabricado na Holanda e no norte da França. Possui uma forte cor laranja, que pode ser mais escura ou mais clara dependendo do produtor e da idade do queijo.
Mas o importante é que posso ser chamado de Mimolette. Aliás, o dono deste blog também pode ser chamado de Mimolette. Mas não se confundam, pois eu não sou o dono deste blog! Apenas partilho este nome em comum. Se preferirem, podem usar Mimolette femme e Mimolette homme para diferenciar-nos. Não se sintam obrigados, afinal a diferença entre os dois é normalmente clara segundo o contexto. Por exemplo, agora o blog de Mimolette está sendo invadido por Mimolette.
Felizmente, tenho boas intenções. Assim, não vou revelar nenhum segredo íntimo do dono, Mimolette, neste post clandestino. Eu poderia facilmente fazer isso, pois conheço muitas coisas. Entretanto, prefiro apenas me apresentar. Agora que vocês me conhecem, talvez vocês voltem a ouvir falar de mim. Talvez eu consiga uma outra brecha neste blog, quem sabe? Quem sabe o que poderei dizer? Não é só porque guardo estes segredos para mim que eles não possam ser considerados como verdades. Aliás, muitas vezes, os segredos que são guardados com mais cuidado são os mais verdadeiros. Os mais autênticos. Os mais perigosos.
Pensem nisso.
ps: comam Mimolette, é bom pra caramba.
Estou tomando conta desse blog nesse momento. Isso mesmo, o seu dono não está aqui agora e eu resolvi invadí-lo. Quem sou eu? Podem me chamar de Mimolette. Mas o que significa isso? Caso não saiba, Mimolette é um queijo fabricado na Holanda e no norte da França. Possui uma forte cor laranja, que pode ser mais escura ou mais clara dependendo do produtor e da idade do queijo.
Mas o importante é que posso ser chamado de Mimolette. Aliás, o dono deste blog também pode ser chamado de Mimolette. Mas não se confundam, pois eu não sou o dono deste blog! Apenas partilho este nome em comum. Se preferirem, podem usar Mimolette femme e Mimolette homme para diferenciar-nos. Não se sintam obrigados, afinal a diferença entre os dois é normalmente clara segundo o contexto. Por exemplo, agora o blog de Mimolette está sendo invadido por Mimolette.
Felizmente, tenho boas intenções. Assim, não vou revelar nenhum segredo íntimo do dono, Mimolette, neste post clandestino. Eu poderia facilmente fazer isso, pois conheço muitas coisas. Entretanto, prefiro apenas me apresentar. Agora que vocês me conhecem, talvez vocês voltem a ouvir falar de mim. Talvez eu consiga uma outra brecha neste blog, quem sabe? Quem sabe o que poderei dizer? Não é só porque guardo estes segredos para mim que eles não possam ser considerados como verdades. Aliás, muitas vezes, os segredos que são guardados com mais cuidado são os mais verdadeiros. Os mais autênticos. Os mais perigosos.
Pensem nisso.
ps: comam Mimolette, é bom pra caramba.
Home?
Home, home again
I'd like to be here, but I can't
Because I am
One lost soul swimming in a fish bowl.
I'd like to be here, but I can't
Because I am
One lost soul swimming in a fish bowl.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
twinkle twinkle little bat
não,não, nada de depressões. Somente aspirações, inspirações, macarrões!
ah, a dura tarefa de entrar no mundo de outrém: "A paixão moderna pela fascinação da imagem corresponde ao modo vertiginoso de construir e desconstruir casais em nossos tempos. A dialética entre o olho da fotógrafa (ver) e a dança da stripper (dar a ver)".
é tudo tão belamente complexo;
é o nosso mundo, tout autour um mar de salmões contra a corrente, envolto pelo caos que gira nossas vidas. O que seríamos, afinal, sem a pulsão de morte?
fim do telegrama do chá das 5.
very very very rude in deed...
ah, a dura tarefa de entrar no mundo de outrém: "A paixão moderna pela fascinação da imagem corresponde ao modo vertiginoso de construir e desconstruir casais em nossos tempos. A dialética entre o olho da fotógrafa (ver) e a dança da stripper (dar a ver)".
é tudo tão belamente complexo;
é o nosso mundo, tout autour um mar de salmões contra a corrente, envolto pelo caos que gira nossas vidas. O que seríamos, afinal, sem a pulsão de morte?
fim do telegrama do chá das 5.
very very very rude in deed...
nota mental...
TEMPO PARA VIAJANTES
UMA (NÃO TÃO BREVE) HISTÓRIA DO TEMPO
Luiz Alberto Oliveira
Acreditamos, fundados em nosso senso comum, conhecer os atributos essenciais do Tempo: fluxo irresistível que transporta os seres do mundo do passado para o futuro, base deslizante em que o Real habita, linha infinita de instantes. Há, sem dúvida, uma Imagem do Tempo bem definida no Ocidente. Contudo, essa Imagem, tal como cotidianamente –e, em geral, inconscientemente – a empregamos,está em vias de sofrer um abalo dos mais profundos em função das inovações científicas mais recentes: não só as Ciências contemporâneas exibem diversas noções ou operadores denotados pelo mesmo termo “tempo” – indicando assim uma incompletude em nossa apreensão costumeira desse(s)conceito(s) tão básico(s) – como também, e ainda mais importante, para as Ciências atuais essa Imagem, ainda que funcional, não é “objetiva”, não corresponde a nenhum atributo fundamental da realidade natural. A célebre (e irônica) afirmação de Albert Einstein resume a posição de muitos cientistas: “Para os físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, ainda que persistente…”. Surge, assim, um curioso campo de problemas: como se constituiu a Imagem do Tempo predominante hoje em dia? Que outras Imagens de Temporalidade são concebidas e empregadas pelas Ciências contemporâneas? Como o conhecimento sobre a natureza – e, paralelamente, o estatuto do sujeito humano – se transforma ante essas novas figuras do pensamento? Qual o significado potencial dessa refundação dos Tempos para outros campos da cultura? Essa revolução de perspectivas aponta para uma série de questões de grande alcance que se encontram tentadoramente em aberto…
As estações do percurso:
Início: 13 MAI
Duração: 7 encontros
Dias/horários: Quintas-Feiras, às 20h (13/05, 20/05, 27/05, 10/06, 17/06, 24/06, 01/07)Valor: R$ 180,00 na inscrição + 2 parcelas de R$ 225,00
Tel.: (21) 2227-2237
Horário de funcionamento: segunda a sexta: 11h às 20h
E-mail:inforio@casadosaber.com.br
13 MAI 1. UMA (NÃO TÃO BREVE) HISTÓRIA DO TEMPO Os episódios capitais da invenção do Tempo.
20 MAI 2. TIC-TAC, TIC-TAC Descrição do surgimento do relógio mecânico, a Mãe das Máquinas.
27 MAI 3. O TRONO DE CRONO Exame da constituição, operação e disseminação da imagem cotidiana do Tempo.
10 JUN 4. A COSMOVISÃO CONTEMPORÂNEA As inovações revolucionárias que destronaram a Cronalidade.
17 JUN 5. LABIRINTOS, BIBLIOTECAS E PARADOXOS Investigação da Hierarquia de Temporalidades evocada pelas Ciências contemporâneas.
24 JUN 6. OS TEMPOS COMPLEXOS As principais características dos novos tipos de Tempos que doravante vigoram.
01 JUL 7. CONCLUSÕES (TEMPORÁRIAS) Avaliação das consequências das novas figuras do Tempo para a atualidade.
Luiz Alberto Oliveira. Físico, doutor em Cosmologia e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), onde também atua como professor de História e Filosofia da Ciência.
UMA (NÃO TÃO BREVE) HISTÓRIA DO TEMPO
Luiz Alberto Oliveira
Acreditamos, fundados em nosso senso comum, conhecer os atributos essenciais do Tempo: fluxo irresistível que transporta os seres do mundo do passado para o futuro, base deslizante em que o Real habita, linha infinita de instantes. Há, sem dúvida, uma Imagem do Tempo bem definida no Ocidente. Contudo, essa Imagem, tal como cotidianamente –e, em geral, inconscientemente – a empregamos,está em vias de sofrer um abalo dos mais profundos em função das inovações científicas mais recentes: não só as Ciências contemporâneas exibem diversas noções ou operadores denotados pelo mesmo termo “tempo” – indicando assim uma incompletude em nossa apreensão costumeira desse(s)conceito(s) tão básico(s) – como também, e ainda mais importante, para as Ciências atuais essa Imagem, ainda que funcional, não é “objetiva”, não corresponde a nenhum atributo fundamental da realidade natural. A célebre (e irônica) afirmação de Albert Einstein resume a posição de muitos cientistas: “Para os físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, ainda que persistente…”. Surge, assim, um curioso campo de problemas: como se constituiu a Imagem do Tempo predominante hoje em dia? Que outras Imagens de Temporalidade são concebidas e empregadas pelas Ciências contemporâneas? Como o conhecimento sobre a natureza – e, paralelamente, o estatuto do sujeito humano – se transforma ante essas novas figuras do pensamento? Qual o significado potencial dessa refundação dos Tempos para outros campos da cultura? Essa revolução de perspectivas aponta para uma série de questões de grande alcance que se encontram tentadoramente em aberto…
As estações do percurso:
Início: 13 MAI
Duração: 7 encontros
Dias/horários: Quintas-Feiras, às 20h (13/05, 20/05, 27/05, 10/06, 17/06, 24/06, 01/07)Valor: R$ 180,00 na inscrição + 2 parcelas de R$ 225,00
Tel.: (21) 2227-2237
Horário de funcionamento: segunda a sexta: 11h às 20h
E-mail:inforio@casadosaber.com.br
13 MAI 1. UMA (NÃO TÃO BREVE) HISTÓRIA DO TEMPO Os episódios capitais da invenção do Tempo.
20 MAI 2. TIC-TAC, TIC-TAC Descrição do surgimento do relógio mecânico, a Mãe das Máquinas.
27 MAI 3. O TRONO DE CRONO Exame da constituição, operação e disseminação da imagem cotidiana do Tempo.
10 JUN 4. A COSMOVISÃO CONTEMPORÂNEA As inovações revolucionárias que destronaram a Cronalidade.
17 JUN 5. LABIRINTOS, BIBLIOTECAS E PARADOXOS Investigação da Hierarquia de Temporalidades evocada pelas Ciências contemporâneas.
24 JUN 6. OS TEMPOS COMPLEXOS As principais características dos novos tipos de Tempos que doravante vigoram.
01 JUL 7. CONCLUSÕES (TEMPORÁRIAS) Avaliação das consequências das novas figuras do Tempo para a atualidade.
Luiz Alberto Oliveira. Físico, doutor em Cosmologia e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), onde também atua como professor de História e Filosofia da Ciência.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Vaivém atrás da porta
quando você se foi
acompanhado pelo mestre de cerimônias
e me deixaste ali, no canto do salão
só e sóbria
não estava mais entre cem pessoas
elas fugiram; pr'uma realidade barrenta e confusa
onde nada importa a não ser futilidades
mas meu lugar não era ali.
chuviscos de rancor me transbordavam
pela sintonia rasgada (por medo)
um medo que virou resquício
(comparado ao da solidão)
...a pontada me atingiu novamente
e dessa vez sabia que algo estava errado.
então pensei: ora,
mas se tantos já encontraram equilíbrio por trás dessas portas
por que não eu?
acompanhado pelo mestre de cerimônias
e me deixaste ali, no canto do salão
só e sóbria
não estava mais entre cem pessoas
elas fugiram; pr'uma realidade barrenta e confusa
onde nada importa a não ser futilidades
mas meu lugar não era ali.
chuviscos de rancor me transbordavam
pela sintonia rasgada (por medo)
um medo que virou resquício
(comparado ao da solidão)
...a pontada me atingiu novamente
e dessa vez sabia que algo estava errado.
então pensei: ora,
mas se tantos já encontraram equilíbrio por trás dessas portas
por que não eu?
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Catarse
eu senti
senti tudo ao mesmo tempo
grama, roupas, peitos, sangue
com uma energia musical que me abraçava.
para acompanhar, me abracei
eu me senti...
não precisava de nada -
de tudo me bastava
no céu lá estava eu dançando ao movimento
das luzes espelhadas na água.
me unir àquela fonte, toque a toque:
uma magia de cada vez.
ao som de gritos ritmais, meus dedos se fundiam
à água, como nunca antes
seu sonho havia se realizado bem ali, noutra realidade
seres-filhos; finalmente
enquanto os vizinhos do primeiro andar
têm um orgasmo com a grama
o self vive uma aglomeração de mundos;
uma colcha de retalhos psíquico-sensoriais
que a incorpora com naturalidade
divagam assim entre os universos de cada detalhe
unindo-os, mestiço
totalidade -
será?
o boom se completa com a colisão
das bochechas de algodão com os cachos de anjo
se unem ao rosto, ao abdomem, às pernas
e descansam junto ao antes self
imersos no que agora sim é novo universo
misto: um.
(the great gig in the sky -)
senti tudo ao mesmo tempo
grama, roupas, peitos, sangue
com uma energia musical que me abraçava.
para acompanhar, me abracei
eu me senti...
não precisava de nada -
de tudo me bastava
no céu lá estava eu dançando ao movimento
das luzes espelhadas na água.
me unir àquela fonte, toque a toque:
uma magia de cada vez.
ao som de gritos ritmais, meus dedos se fundiam
à água, como nunca antes
seu sonho havia se realizado bem ali, noutra realidade
seres-filhos; finalmente
enquanto os vizinhos do primeiro andar
têm um orgasmo com a grama
o self vive uma aglomeração de mundos;
uma colcha de retalhos psíquico-sensoriais
que a incorpora com naturalidade
divagam assim entre os universos de cada detalhe
unindo-os, mestiço
totalidade -
será?
o boom se completa com a colisão
das bochechas de algodão com os cachos de anjo
se unem ao rosto, ao abdomem, às pernas
e descansam junto ao antes self
imersos no que agora sim é novo universo
misto: um.
(the great gig in the sky -)
Ter seios
os morros debaixo do meu pescoço são meus,
agarro-os; pois me pertencem
sinto-os, vivo-os
os dedos os beijam, da margem esquerda aos bicos
depois os dominam como todo
até a margem da direita,
que infla de prazer.
o sutiã os acompanham desde muito temprano
está na hora de desabrochar
venham, deixem o ninho
e sintam o que é ser mulher...
brinquem, abracem a liberdade
permitam-se
que seus (outros) donos cuidem
- tão bem quanto sua mãe, a rosa - :
é hora de render à fera.
agarro-os; pois me pertencem
sinto-os, vivo-os
os dedos os beijam, da margem esquerda aos bicos
depois os dominam como todo
até a margem da direita,
que infla de prazer.
o sutiã os acompanham desde muito temprano
está na hora de desabrochar
venham, deixem o ninho
e sintam o que é ser mulher...
brinquem, abracem a liberdade
permitam-se
que seus (outros) donos cuidem
- tão bem quanto sua mãe, a rosa - :
é hora de render à fera.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Toque é momento
corre pra lá, corre pra cá
deita aqui, sente a água
a terra
o ar...
gira, gira
é o ar que se une a você
respira,
estende os braços e se enterra
na lama, na grama
pra sempre
e seja feliz
ou não
deita aqui, sente a água
a terra
o ar...
gira, gira
é o ar que se une a você
respira,
estende os braços e se enterra
na lama, na grama
pra sempre
e seja feliz
ou não
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woodstock
Eu e a grama.
eu e a grama
nos amamos como um poço.
ela e eu fomos feitos um pro outro;
e nunca mais há de nos separar.
orgasmo
atrás de orgasmo
e nada mais precisamos!
nos amamos como um poço.
ela e eu fomos feitos um pro outro;
e nunca mais há de nos separar.
orgasmo
atrás de orgasmo
e nada mais precisamos!
Ode a 2009
That day was miiiiine...
Fico aqui olhando para o recorte do Zach com a corneta, e "PercPan 2009" ao fundo, e depois virando para o lado e vendo o setlist (lindíssimo) autografado, e penso: sim, sou uma pessoa muito feliz. Isso não é uma idolatria qualquer a um artista, e sim um ponto simbólico de todo o ano de 2009.
Sim, eu me considero uma das pessoas mais felizes do mundo só por esse ano que passou.
Visitei 13 países europeus, vi um milhão e meio de obras de arte valiosíssimas, conversei com pessoas de diversos países de todo o mundo, participei de eventos da vida universitária francesa, senti o gostinho de como é morar (mesmo por apenas 3 meses) em La France, presenciei 3 estações diferentes em um clima temperado, fugi do pior do verão carioca e do carnaval, pude ver o Artur grande parte do 1º semestre, pude compartilhar com ele metade dos países visitados, degustei um turbilhão de culturas retalhadas, expandi meu mundo interior muitas e muitas vezes (cada lugar que você conhece, e cada experiência neles, torna-se uma parte de você), experimentei a alegria de passar no vestibular da universidade que você quer, compartilhei uma fase extremamente marcante da pessoa que amo (e vice-versa), passei por momentos maravilhosos a cada dia, descobri talentos adormecidos em mim mesma, adquiri muitos novos pontos de vista, senti grandes emoções que muita gente nunca sentiu.
Mesmo na volta ao Brasil, mais um admirável mundo novo estava para começar: a psicologia.
Vivenciei (finalmente) o que é a faculdade, conheci muitas pessoas novas maravilhosas, descobri a minha nova segunda casa - o IP, vivi momentos atrás de momentos que encrementaram o dia-a-dia com as maiores maravilhas... E no final, mesmo me isolando de qualquer coisa mundana que não envolvesse o Artur nas últimas duas semanas, fui tão feliz que nem tenho como agradecer a tudo o que aconteceu nesse melhor ano da minha vida...
E agora, 2010: verão vira inverno, e estarei de volta a La France!!
Feliz ano novo!!!
Fico aqui olhando para o recorte do Zach com a corneta, e "PercPan 2009" ao fundo, e depois virando para o lado e vendo o setlist (lindíssimo) autografado, e penso: sim, sou uma pessoa muito feliz. Isso não é uma idolatria qualquer a um artista, e sim um ponto simbólico de todo o ano de 2009.
Sim, eu me considero uma das pessoas mais felizes do mundo só por esse ano que passou.
Visitei 13 países europeus, vi um milhão e meio de obras de arte valiosíssimas, conversei com pessoas de diversos países de todo o mundo, participei de eventos da vida universitária francesa, senti o gostinho de como é morar (mesmo por apenas 3 meses) em La France, presenciei 3 estações diferentes em um clima temperado, fugi do pior do verão carioca e do carnaval, pude ver o Artur grande parte do 1º semestre, pude compartilhar com ele metade dos países visitados, degustei um turbilhão de culturas retalhadas, expandi meu mundo interior muitas e muitas vezes (cada lugar que você conhece, e cada experiência neles, torna-se uma parte de você), experimentei a alegria de passar no vestibular da universidade que você quer, compartilhei uma fase extremamente marcante da pessoa que amo (e vice-versa), passei por momentos maravilhosos a cada dia, descobri talentos adormecidos em mim mesma, adquiri muitos novos pontos de vista, senti grandes emoções que muita gente nunca sentiu.
Mesmo na volta ao Brasil, mais um admirável mundo novo estava para começar: a psicologia.
Vivenciei (finalmente) o que é a faculdade, conheci muitas pessoas novas maravilhosas, descobri a minha nova segunda casa - o IP, vivi momentos atrás de momentos que encrementaram o dia-a-dia com as maiores maravilhas... E no final, mesmo me isolando de qualquer coisa mundana que não envolvesse o Artur nas últimas duas semanas, fui tão feliz que nem tenho como agradecer a tudo o que aconteceu nesse melhor ano da minha vida...
E agora, 2010: verão vira inverno, e estarei de volta a La France!!
Feliz ano novo!!!
domingo, 27 de dezembro de 2009
so when you come back...
we'll have to make new love
e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo
...
até a próxima vez
e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo, e denovo
...
até a próxima vez
Colisão
te olho e te devoro
te beijo com os dedos e a palma das mãos
mordo as semi-covinhas e suspiro:
te amo com todo o meu fôlego
me embromo nos cachos,
o abraço com toda a minha força
e nunca mais o deixo sair.
me derreter em você
fazer-me em lava e te envolver
mas não te machucar, nunca
é meu quebra-cabeça
complexamente extraordinário.
enigma que se explora em constelações
de estrelas cadentes, idéias
valores e talentos em cargas elétricas
gestos finos e únicos em nuvens de nebulosas.
bem lá no fundo, anéis sentimentais
perceptíveis somente a viajantes daquele universo
eles sussurram (confidencial)
a poeira cósmica de emoções reage
ao mochileiro, imerso a sós
porque ele foi digno de chegar até ali.
há apenas conseqüência
entrar até aqui, por fim.
a casca de noz que cobre o recinto
continua agarrada, vorazmente
mais do que nunca
ao (antes) mochileiro
agora ele é onda daquele mar de particularidades
a colisão de universos já se deu -
cada estrela uma mania, cada astro um gosto
e naqueles anéis residem a memória
do viajante que nunca mais se vai.
desse abraço explodem humanidades
alvoroço complexo de sentimentos
de projeções, associações, valorações
que se unem em universo-filho
resultante
cada asteróide, galáxia, anel
peculiaridades, que juntas são fruto
da união atemporal.
tudo começou com um olhar.
te beijo com os dedos e a palma das mãos
mordo as semi-covinhas e suspiro:
te amo com todo o meu fôlego
me embromo nos cachos,
o abraço com toda a minha força
e nunca mais o deixo sair.
me derreter em você
fazer-me em lava e te envolver
mas não te machucar, nunca
é meu quebra-cabeça
complexamente extraordinário.
enigma que se explora em constelações
de estrelas cadentes, idéias
valores e talentos em cargas elétricas
gestos finos e únicos em nuvens de nebulosas.
bem lá no fundo, anéis sentimentais
perceptíveis somente a viajantes daquele universo
eles sussurram (confidencial)
a poeira cósmica de emoções reage
ao mochileiro, imerso a sós
porque ele foi digno de chegar até ali.
há apenas conseqüência
entrar até aqui, por fim.
a casca de noz que cobre o recinto
continua agarrada, vorazmente
mais do que nunca
ao (antes) mochileiro
agora ele é onda daquele mar de particularidades
a colisão de universos já se deu -
cada estrela uma mania, cada astro um gosto
e naqueles anéis residem a memória
do viajante que nunca mais se vai.
desse abraço explodem humanidades
alvoroço complexo de sentimentos
de projeções, associações, valorações
que se unem em universo-filho
resultante
cada asteróide, galáxia, anel
peculiaridades, que juntas são fruto
da união atemporal.
tudo começou com um olhar.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
I have a re-current dream
I have a re-current dream
estou aqui, você ali
e cá você está agora
não, não vai
fica pra sempre
envolto a meu abraço
sinto(-me) sua
áurea
única
interceção
rodam, dançam
e todos vêm
e eu não sou só mais eu
:)
estou aqui, você ali
e cá você está agora
não, não vai
fica pra sempre
envolto a meu abraço
sinto(-me) sua
áurea
única
interceção
rodam, dançam
e todos vêm
e eu não sou só mais eu
:)
(sem) título
tudo
mas tudo, tudo
que eu quero
é tudo
é nada
quanto mais nada, mais tudo
mais nada
mas tudo.
vê?
mas tudo, tudo
que eu quero
é tudo
é nada
quanto mais nada, mais tudo
mais nada
mas tudo.
vê?
L'hymne à l'amour
Balayés les amours...
Mes chagrins, mes plaisirs; Je n'ai plus besoin d'eux.
not!
Amo, logo existo
sou homus limbus
na borda, à margem, torta
gauche? talvez.
mas antes de tudo, bouche
vivo cada faísca humana
cada onda oscilante
em um sistema complexo de extremos.
abraço os meus erros,
me arremesso aos prazeres
e aos sofrimentos
com toda a minha psique
agarrada a mes souvenirs,
meus passados, meus futuros
sem nunca largar.
assim vou vivendo
vou amando, vou sofrendo
vou chorando, vou gargalhando
até minhas vísceras não se agüentarem mais.
Mes chagrins, mes plaisirs; Je n'ai plus besoin d'eux.
not!
Amo, logo existo
sou homus limbus
na borda, à margem, torta
gauche? talvez.
mas antes de tudo, bouche
vivo cada faísca humana
cada onda oscilante
em um sistema complexo de extremos.
abraço os meus erros,
me arremesso aos prazeres
e aos sofrimentos
com toda a minha psique
agarrada a mes souvenirs,
meus passados, meus futuros
sem nunca largar.
assim vou vivendo
vou amando, vou sofrendo
vou chorando, vou gargalhando
até minhas vísceras não se agüentarem mais.
suficiente?
Ter tudo, sentir tudo, ser tudo -
será o suficiente?
será a fórmula plena da felicidade a satisfação plena material e maternal; experenciar todos os sonhos alheios e mesmo os seus próprios, como uma cachoeira em queda d'água, com todas as suas forças, até doer; vestir um carnaval de personagens sociais, revolucionando passo a passo um novo palco?
creio que não.
tudo pode ser muito fantasioso, alusório, mas tudo depende do ator social.
suas respostas emocionais, a força de captação e estabilidade da sua ínsula anterior, o modo de encarar o seu hipocampo e o nível de poder controlador da sua amígdala...
uma única sombra pode colocar tudo abaixo.
uma desintegração,
uma desilusão,
uma desmotivação
.
.
por que não?
o desespero, às vezes, é mais forte que a auto-realização
a emoção, às vezes, é maior que o mundo pode suportar
alguns dirão: por que choras, mas não já tens tudo o que queres?
...
sim.
será o suficiente?
será a fórmula plena da felicidade a satisfação plena material e maternal; experenciar todos os sonhos alheios e mesmo os seus próprios, como uma cachoeira em queda d'água, com todas as suas forças, até doer; vestir um carnaval de personagens sociais, revolucionando passo a passo um novo palco?
creio que não.
tudo pode ser muito fantasioso, alusório, mas tudo depende do ator social.
suas respostas emocionais, a força de captação e estabilidade da sua ínsula anterior, o modo de encarar o seu hipocampo e o nível de poder controlador da sua amígdala...
uma única sombra pode colocar tudo abaixo.
uma desintegração,
uma desilusão,
uma desmotivação
.
.
por que não?
o desespero, às vezes, é mais forte que a auto-realização
a emoção, às vezes, é maior que o mundo pode suportar
alguns dirão: por que choras, mas não já tens tudo o que queres?
...
sim.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
I can't stop you
eu sei os sonhos que você sonha
eu sei os seus segredos mais profundos
é você que gosta contra a parede, possuída
é você que tem as luvas pretas
e o lençol branco
você é quem vai ser, fantasia.
eu serei ele e você vênus de milo;
se despe que eu te espero
da cintura pra cima, só as luvas
e os seios de deusa, pra mim
é isso que você quer, eu quero
eu puxo o seu cabelo e te faço tremer
eu me perco dentro do lençol
e você se perde toda pra mim
vem, tá na hora
não é errado, é pulsão, é deus, é eros;
não me pára; hoje ninguém te defende
você não tem braços
é essa noite que realizamos o sonho
eu sei os seus segredos mais profundos.
eu sei os seus segredos mais profundos
é você que gosta contra a parede, possuída
é você que tem as luvas pretas
e o lençol branco
você é quem vai ser, fantasia.
eu serei ele e você vênus de milo;
se despe que eu te espero
da cintura pra cima, só as luvas
e os seios de deusa, pra mim
é isso que você quer, eu quero
eu puxo o seu cabelo e te faço tremer
eu me perco dentro do lençol
e você se perde toda pra mim
vem, tá na hora
não é errado, é pulsão, é deus, é eros;
não me pára; hoje ninguém te defende
você não tem braços
é essa noite que realizamos o sonho
eu sei os seus segredos mais profundos.
Dia perfeito
o soar das visões dela por entre lençóis brancos
transparentes
disparada, entrelaçada
correndo pela grama, maria
minha maria é minha
as jasmins ela apalpa e recolhe seu aroma
se esfrega, tentando se apoderar
para recordar.
recordar daquele dia do prado
das árvores de orvalho
carvalho
perdi um dente de alho?
agora não importa
porque maria é minha maria
é minha luz do dia
ilumina vidas, ilumina estrelas
avioleta o céu negro
o véu da noite
vira o véu de minha menina.
na atmosfera nos avoaçamos
só eu e maria
num balão percorremos
pedra da gávea, dois irmãos
por que não?
minha maria ri folhas do outono
canta sorvetes do verão
por que não?
...sie liebe ditch
é o que diz os letreiros de fumaça
é o que toca seus lábios porpurinados
essa é minha maria
nuvem, estrela, planeta, lua, galáxia, universo.
transparentes
disparada, entrelaçada
correndo pela grama, maria
minha maria é minha
as jasmins ela apalpa e recolhe seu aroma
se esfrega, tentando se apoderar
para recordar.
recordar daquele dia do prado
das árvores de orvalho
carvalho
perdi um dente de alho?
agora não importa
porque maria é minha maria
é minha luz do dia
ilumina vidas, ilumina estrelas
avioleta o céu negro
o véu da noite
vira o véu de minha menina.
na atmosfera nos avoaçamos
só eu e maria
num balão percorremos
pedra da gávea, dois irmãos
por que não?
minha maria ri folhas do outono
canta sorvetes do verão
por que não?
...sie liebe ditch
é o que diz os letreiros de fumaça
é o que toca seus lábios porpurinados
essa é minha maria
nuvem, estrela, planeta, lua, galáxia, universo.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
There she goes again
There she goes again...
Com aquele olhar assassino dela
Com aquele semi-cerrar matador
Atirando em todos que passam.
Um por um, eles caem
A cada centímetro que a sobrancelha (esquerda) levanta.
Ela assopra o cano, abre um semi sorriso
E laça a mulher atraente,
Que é devorada por um ávido desejo.
O duelo agora é entre elas,
Ardentes criaturas do ímpeto
Afoguem-se em tentáculos de luxúria!
Com aquele olhar assassino dela
Com aquele semi-cerrar matador
Atirando em todos que passam.
Um por um, eles caem
A cada centímetro que a sobrancelha (esquerda) levanta.
Ela assopra o cano, abre um semi sorriso
E laça a mulher atraente,
Que é devorada por um ávido desejo.
O duelo agora é entre elas,
Ardentes criaturas do ímpeto
Afoguem-se em tentáculos de luxúria!
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