no meio do deserto salino havia um repolho
lá dentro, pauline se encolhia
mergulhada em fluidos brilhantes como o céu
na imensidão branca...
em seu pequeno mundo, dançava
dançava como nunca poderia dançar viva
e lá, se sentia especial :
cavalos marinhos e serpentes de nuvem a nutriam
a luz dos olhos de vaga-lumes
com um vento gostoso a acordava, suavemente
todas as noites matinais
e dias de entardecer
e em todos, entre rodopios infinitos,
ela rezava - "obrigada, deus,
por não me fazer nascer!"
domingo, 6 de junho de 2010
nublado
o sonhador vagueia pela praia negra,
por entre centelhas de setembros perdidos
que mais parecem nuvens de castigo.
quase na chegada, ele dorme
ele se acostuma...
mas e aquele portão dourado que o espera?
será mesmo que atrás deste, a felicidade eterna o abraçará?
será que seus doces sonhos não desvanescerão na passagem entre mundos?
acordar : é compulsório
e agora que o céu se aproxima, é hora de não mais exitar
é hora de encarar todos os seus pedidos
que se realizaram - e, portanto, perderam o romance.
o gelo gostoso que voa pelas bochechas
e o salgado das lágrimas que choviam nos dias de verão
faziam-se construir um imenso guarda-sol
sem janelas , sem frestas
para manter os 16º que o fazia se abraçar
debaixo das cobertas, em seu mundo
atemporal, literário
para toda a eternidade até o alarme tocar.
por entre centelhas de setembros perdidos
que mais parecem nuvens de castigo.
quase na chegada, ele dorme
ele se acostuma...
mas e aquele portão dourado que o espera?
será mesmo que atrás deste, a felicidade eterna o abraçará?
será que seus doces sonhos não desvanescerão na passagem entre mundos?
acordar : é compulsório
e agora que o céu se aproxima, é hora de não mais exitar
é hora de encarar todos os seus pedidos
que se realizaram - e, portanto, perderam o romance.
o gelo gostoso que voa pelas bochechas
e o salgado das lágrimas que choviam nos dias de verão
faziam-se construir um imenso guarda-sol
sem janelas , sem frestas
para manter os 16º que o fazia se abraçar
debaixo das cobertas, em seu mundo
atemporal, literário
para toda a eternidade até o alarme tocar.
Stella foi colher amoras e voltou com uma Amélie.
As madeixas pretas lá jaziam, na mais eterna doce melancolia. Só, envolta por sentimentos de amargura, de seu cantinho erosivo não sairia : era sua porta (trancada) para seu próprio mundo. Correntes de giletes a enclausuravam em um mausoléu nobre, criada por ela para ela mesma. Seu mórbido visage e seus olhos sem esperança avistaram o espelho dos narcisos, e lá se afundou; de nada mais necessita além de seu espetáculo sofrido, a cerimônia de premiação dos maiores pesares cujo troféu foi dado a ela, por ela. O mundo lá fora era frio, irreal, quebrado e traiçoeiro; e o pior de tudo, lá, ela teria que renunciar sua tristeza.
Que lhe daria o amadurecimento em troca do abandono do doce sofrimento?
Que lhe daria o amadurecimento em troca do abandono do doce sofrimento?
domingo, 23 de maio de 2010
restlessness (k-kinda bu-sy)
cansado, entediado, inquieto
em relação a todos os tipos de afeto.
com novas madeixas vem nova vida
uma vida borrada e sem direções,
aproveitada ao máximo?
chapéus e lápis para o alto,
pois o curtindo a vida adoidado está gritando para entrar.
"um pequeno esforço para o futuro" uma ova
o saco está cheio e o cheio está um saco
cadê os livros impressos no cérebro
que só me vejo voltando à janelinha que pisca?
"mais uma dose, é claro que eu to afim"
na verdade eu quero todas e todos
"por que a gente é assim?"
em relação a todos os tipos de afeto.
com novas madeixas vem nova vida
uma vida borrada e sem direções,
aproveitada ao máximo?
chapéus e lápis para o alto,
pois o curtindo a vida adoidado está gritando para entrar.
"um pequeno esforço para o futuro" uma ova
o saco está cheio e o cheio está um saco
cadê os livros impressos no cérebro
que só me vejo voltando à janelinha que pisca?
"mais uma dose, é claro que eu to afim"
na verdade eu quero todas e todos
"por que a gente é assim?"
sexta-feira, 7 de maio de 2010
melancolia
melancolia é vácuo que obstrui as narinas
tão parte sua quanto o seu rim
este filtra o sangue; aquela filtra as visões
tinge-as de negro e transborda aos olhos
ou ao coração - hemorragia.
tão parte sua quanto o seu rim
este filtra o sangue; aquela filtra as visões
tinge-as de negro e transborda aos olhos
ou ao coração - hemorragia.
domingo, 2 de maio de 2010
nothing's quite what it seems in a city of dreams
Tenho uma visão
360, subjetivação
céu, terra, água, fogo e energia
there's no such thing as fairies
mito, místico, intangível
o quão mágico?
360, subjetivação
céu, terra, água, fogo e energia
there's no such thing as fairies
mito, místico, intangível
o quão mágico?
dancing with my confusion (english)
the months go by slowly
as the weeks and days punish me with their emptyness
an emptyness i vaguely recognize
from the offly far away lands of which i have been pushed away
by the time and space of social remarks of what is right
for them, i most certainly did obey
though my most profound wish was to explore the beautiful and vast possibilities
of self guidance and indentification
reflected on the lagoons by the Alps and snow mountain sides.
the still very blurred vision of myself was presented to me
and who am i, if not only physical manifestations of the whatsitcalled particules
that consist my figure of soul and love?
maybe the dark despair cloud of the heart can tell you
what it is that i am finally made of:
The horror! The horror!
no meaning whatsoever is added to this -
could it be?
there's still an untoucheble inner light
which was disguised by the byronesque melancholy
for great mourning carries great renaissance
walking along by misleading steps
Wonderland and the Continent of Darkness
fighting for attention and power,
for long as they both shall live.
Now I am a capital I
the same first letter of Inconscious
inside a body-and-soul that is unique
and therefor, psyche
a one and only psyche.
as the weeks and days punish me with their emptyness
an emptyness i vaguely recognize
from the offly far away lands of which i have been pushed away
by the time and space of social remarks of what is right
for them, i most certainly did obey
though my most profound wish was to explore the beautiful and vast possibilities
of self guidance and indentification
reflected on the lagoons by the Alps and snow mountain sides.
the still very blurred vision of myself was presented to me
and who am i, if not only physical manifestations of the whatsitcalled particules
that consist my figure of soul and love?
maybe the dark despair cloud of the heart can tell you
what it is that i am finally made of:
The horror! The horror!
no meaning whatsoever is added to this -
could it be?
there's still an untoucheble inner light
which was disguised by the byronesque melancholy
for great mourning carries great renaissance
walking along by misleading steps
Wonderland and the Continent of Darkness
fighting for attention and power,
for long as they both shall live.
Now I am a capital I
the same first letter of Inconscious
inside a body-and-soul that is unique
and therefor, psyche
a one and only psyche.
domingo, 25 de abril de 2010
ravashing
facas do céu
são a nova chuva de homens de sobretudo e chapéu
perfuram com paixão destroçadora
de violência e cheiro vivo
e tudo o que é promíscuo
enfia, mete tudo o que tem
rasga e arranha
venenosa aranha
são a nova chuva de homens de sobretudo e chapéu
perfuram com paixão destroçadora
de violência e cheiro vivo
e tudo o que é promíscuo
enfia, mete tudo o que tem
rasga e arranha
venenosa aranha
psicologia da procrastinação
que será que será
que me trava e deprime
me come, me domina
toda a porra do tempo
por mais doce que sejam os bolos?
sim, é outrora doçura
a doçura do amargo: wallow
onomatopéico que só
designa o retrato de um complexo.
assim se vê, assim se vive
a seu modo, intenso
e insubstituível
que me trava e deprime
me come, me domina
toda a porra do tempo
por mais doce que sejam os bolos?
sim, é outrora doçura
a doçura do amargo: wallow
onomatopéico que só
designa o retrato de um complexo.
assim se vê, assim se vive
a seu modo, intenso
e insubstituível
sexta-feira, 23 de abril de 2010
crushed (sem título)
crushed like a bug in the ground
lá vou eu, a com os menores problemas do mundo
histérica e inútil
gritando por um que ultrapasse o vidro
se rasgue tentando, mas insista
e ensangüentado(a), lance a pergunta:
como você se sente?
lá vou eu, a com os menores problemas do mundo
histérica e inútil
gritando por um que ultrapasse o vidro
se rasgue tentando, mas insista
e ensangüentado(a), lance a pergunta:
como você se sente?
Marcadores:
agressividade,
expressão,
poema,
solidão
Lisztomania (bleh)
Um macarrão com pomarola
Uma mousse de maracujá
Um yogoberry com negresco e m&m's
Um ovo de páscoa
Uma caipirinha
Um galão de caipirinha
Uma bandinha nova de rock pseudo inglês
Um bom livro
Uma playboy
Uma sessão no Estação
Um sebo bom e barato
Umas expressões num blog
Não são uma noite com o meu Lego.
Uma mousse de maracujá
Um yogoberry com negresco e m&m's
Um ovo de páscoa
Uma caipirinha
Um galão de caipirinha
Uma bandinha nova de rock pseudo inglês
Um bom livro
Uma playboy
Uma sessão no Estação
Um sebo bom e barato
Umas expressões num blog
Não são uma noite com o meu Lego.
Eu poderia te dar um tiro
você se acha tão inexorável
com seus ponteiros e raios flamejantes
que atingem a todos os infortunados
inclusive a mim, no subjetivo
fucking subjetivo
poderia atirar nos dois
e explodir essa merda
é.
com seus ponteiros e raios flamejantes
que atingem a todos os infortunados
inclusive a mim, no subjetivo
fucking subjetivo
poderia atirar nos dois
e explodir essa merda
é.
Esse calor que derrete o meu cérebro
Esse calor que derrete o meu cérebro
também transpira emoções.
Raiva, angústia, inquietude, arrependimento e medo escorrem e se unem em poça
para refletir meu rosto in-intrépido
como um cachorro reflete seu dono.
a última gota já se esgotou e não agüento mais.
que o tempo passe e leve o seu maldito tempo tropical com ele
até o último resquício desse bafo dos infernos.
As horas e os dias passam e nada faço, só suo,
suo e misso
submissa.
E escrevo poemas de merda
também transpira emoções.
Raiva, angústia, inquietude, arrependimento e medo escorrem e se unem em poça
para refletir meu rosto in-intrépido
como um cachorro reflete seu dono.
a última gota já se esgotou e não agüento mais.
que o tempo passe e leve o seu maldito tempo tropical com ele
até o último resquício desse bafo dos infernos.
As horas e os dias passam e nada faço, só suo,
suo e misso
submissa.
E escrevo poemas de merda
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agressividade,
caos,
emoção,
poema,
tempo
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Sonhos
Na trilha para atravessar a censura
a psi levanta seu pincel e começa, pacientemente,
sua obra de arte de cada noite.
Com uma planilha do arco-íris mais esplendoroso
ela lança em arremessadas vívidas e rápidas
Um mergulho para este interior celestial:
a imensidão líquida
sem limites, chão ou teto
relógios derretidos e elefantes
uma rajada de cores surrealista;
atrás da outra, e da outra, um conjunto de símbolos
individuais?
ora, mas são todos ao mesmo tempo
coletivo, indivíduo
mente, espírito, alma, corpo
uma pitada de cada um...
juntos em um magnífico lago de reflexos do inconsciente -
infinito como o céu, intocável.
a psi levanta seu pincel e começa, pacientemente,
sua obra de arte de cada noite.
Com uma planilha do arco-íris mais esplendoroso
ela lança em arremessadas vívidas e rápidas
Um mergulho para este interior celestial:
a imensidão líquida
sem limites, chão ou teto
relógios derretidos e elefantes
uma rajada de cores surrealista;
atrás da outra, e da outra, um conjunto de símbolos
individuais?
ora, mas são todos ao mesmo tempo
coletivo, indivíduo
mente, espírito, alma, corpo
uma pitada de cada um...
juntos em um magnífico lago de reflexos do inconsciente -
infinito como o céu, intocável.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Estucada na Mancha
Pendulando em opiniões, vou nadando
no aquário do Canal, e os anos vão passando
e eu marrei
porque estou tão doente disso tudo...
se lar é onde mora o seu coração
por que sou arremessada
de novo e de novo
de volta para o Atlântico?
Acorrentada à mancha, alterno de terras
de tempos em tempos
pra ver qual me vai.
mas algumas vezes tento ver
qual me terna...
e tudo converge num transtorno patrial
a teia que eu me fiz construir
da qual não consigo mais sair.
Alma extraviada continua sua busca
pela nação que encha seus sapatos
para ela sempre será errante
e errante ela para sempre será.
obs.:
stuck / la manche
j'en ai marre / i'm so sick of it
quelle me va / which one suits me
fill its shoes
for it will always be
no aquário do Canal, e os anos vão passando
e eu marrei
porque estou tão doente disso tudo...
se lar é onde mora o seu coração
por que sou arremessada
de novo e de novo
de volta para o Atlântico?
Acorrentada à mancha, alterno de terras
de tempos em tempos
pra ver qual me vai.
mas algumas vezes tento ver
qual me terna...
e tudo converge num transtorno patrial
a teia que eu me fiz construir
da qual não consigo mais sair.
Alma extraviada continua sua busca
pela nação que encha seus sapatos
para ela sempre será errante
e errante ela para sempre será.
obs.:
stuck / la manche
j'en ai marre / i'm so sick of it
quelle me va / which one suits me
fill its shoes
for it will always be
segunda-feira, 8 de março de 2010
Inverno
as flores congeladas que nascem dos algodões-doces
dançam no ar em direção à terra
hora graciosas, hora apressadas
tortas, coreografadas ou não
seguindo o ritmo da orquestra de dentro dos tímpanos.
ao fim de seus redemoinhos deixam rastros brancos
brancos como sua grande-mãe, solitários ou em massa
massa esta que se deita sobre as folhagens
e os gramados, as árvores e as montanhas
até mesmo nas terras: verglas.
os filhos glissados lançam um feitiço sobre o ambiente
em vez de adormecê-lo, o enche de sonhos
penumbra lívida
no deslizar, enxerga-se
o sem fim, o eterno
os flocos passam espalhando o encanto
encantando o reino das almas perdidas
tocando as faces uma por uma
o castelo contempla a chegada dos ventos gelados
é tempo de parar, refletir, enquanto vêem-se as tempestades níveas
e enfim dormir em paz.
dançam no ar em direção à terra
hora graciosas, hora apressadas
tortas, coreografadas ou não
seguindo o ritmo da orquestra de dentro dos tímpanos.
ao fim de seus redemoinhos deixam rastros brancos
brancos como sua grande-mãe, solitários ou em massa
massa esta que se deita sobre as folhagens
e os gramados, as árvores e as montanhas
até mesmo nas terras: verglas.
os filhos glissados lançam um feitiço sobre o ambiente
em vez de adormecê-lo, o enche de sonhos
penumbra lívida
no deslizar, enxerga-se
o sem fim, o eterno
os flocos passam espalhando o encanto
encantando o reino das almas perdidas
tocando as faces uma por uma
o castelo contempla a chegada dos ventos gelados
é tempo de parar, refletir, enquanto vêem-se as tempestades níveas
e enfim dormir em paz.
quarta-feira, 3 de março de 2010
À procura de palavras poéticas
no momento súbito que um acorde ultrapassa seus tímpanos, a musa fecha os olhos.
ela não é mais mulher, não é mais musa
ela é pena a voar, carpa a dançar
reais emoções dela transbordam
e como soprá-las para fora?
ela não é mais mulher, não é mais musa
ela é pena a voar, carpa a dançar
reais emoções dela transbordam
e como soprá-las para fora?
Penélope
Penélope calvalgou no corcel indomável;
suas loucuras o tomaram e ela tomou suas rédeas.
sentir, é o que Penélope quer sentir
correndo pela campanha
ao relinchar, e a designar seu futuro
porque a noite não adormecerá
nunca
e nunca adoçará; quiçá amolecer
mas certamente salgará
pois há força sufocante em seus lençóis.
suas loucuras o tomaram e ela tomou suas rédeas.
sentir, é o que Penélope quer sentir
correndo pela campanha
ao relinchar, e a designar seu futuro
porque a noite não adormecerá
nunca
e nunca adoçará; quiçá amolecer
mas certamente salgará
pois há força sufocante em seus lençóis.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Cuidado! Este post pode ser perigoso!
Olá!
Estou tomando conta desse blog nesse momento. Isso mesmo, o seu dono não está aqui agora e eu resolvi invadí-lo. Quem sou eu? Podem me chamar de Mimolette. Mas o que significa isso? Caso não saiba, Mimolette é um queijo fabricado na Holanda e no norte da França. Possui uma forte cor laranja, que pode ser mais escura ou mais clara dependendo do produtor e da idade do queijo.
Mas o importante é que posso ser chamado de Mimolette. Aliás, o dono deste blog também pode ser chamado de Mimolette. Mas não se confundam, pois eu não sou o dono deste blog! Apenas partilho este nome em comum. Se preferirem, podem usar Mimolette femme e Mimolette homme para diferenciar-nos. Não se sintam obrigados, afinal a diferença entre os dois é normalmente clara segundo o contexto. Por exemplo, agora o blog de Mimolette está sendo invadido por Mimolette.
Felizmente, tenho boas intenções. Assim, não vou revelar nenhum segredo íntimo do dono, Mimolette, neste post clandestino. Eu poderia facilmente fazer isso, pois conheço muitas coisas. Entretanto, prefiro apenas me apresentar. Agora que vocês me conhecem, talvez vocês voltem a ouvir falar de mim. Talvez eu consiga uma outra brecha neste blog, quem sabe? Quem sabe o que poderei dizer? Não é só porque guardo estes segredos para mim que eles não possam ser considerados como verdades. Aliás, muitas vezes, os segredos que são guardados com mais cuidado são os mais verdadeiros. Os mais autênticos. Os mais perigosos.
Pensem nisso.
ps: comam Mimolette, é bom pra caramba.
Estou tomando conta desse blog nesse momento. Isso mesmo, o seu dono não está aqui agora e eu resolvi invadí-lo. Quem sou eu? Podem me chamar de Mimolette. Mas o que significa isso? Caso não saiba, Mimolette é um queijo fabricado na Holanda e no norte da França. Possui uma forte cor laranja, que pode ser mais escura ou mais clara dependendo do produtor e da idade do queijo.
Mas o importante é que posso ser chamado de Mimolette. Aliás, o dono deste blog também pode ser chamado de Mimolette. Mas não se confundam, pois eu não sou o dono deste blog! Apenas partilho este nome em comum. Se preferirem, podem usar Mimolette femme e Mimolette homme para diferenciar-nos. Não se sintam obrigados, afinal a diferença entre os dois é normalmente clara segundo o contexto. Por exemplo, agora o blog de Mimolette está sendo invadido por Mimolette.
Felizmente, tenho boas intenções. Assim, não vou revelar nenhum segredo íntimo do dono, Mimolette, neste post clandestino. Eu poderia facilmente fazer isso, pois conheço muitas coisas. Entretanto, prefiro apenas me apresentar. Agora que vocês me conhecem, talvez vocês voltem a ouvir falar de mim. Talvez eu consiga uma outra brecha neste blog, quem sabe? Quem sabe o que poderei dizer? Não é só porque guardo estes segredos para mim que eles não possam ser considerados como verdades. Aliás, muitas vezes, os segredos que são guardados com mais cuidado são os mais verdadeiros. Os mais autênticos. Os mais perigosos.
Pensem nisso.
ps: comam Mimolette, é bom pra caramba.
Home?
Home, home again
I'd like to be here, but I can't
Because I am
One lost soul swimming in a fish bowl.
I'd like to be here, but I can't
Because I am
One lost soul swimming in a fish bowl.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
twinkle twinkle little bat
não,não, nada de depressões. Somente aspirações, inspirações, macarrões!
ah, a dura tarefa de entrar no mundo de outrém: "A paixão moderna pela fascinação da imagem corresponde ao modo vertiginoso de construir e desconstruir casais em nossos tempos. A dialética entre o olho da fotógrafa (ver) e a dança da stripper (dar a ver)".
é tudo tão belamente complexo;
é o nosso mundo, tout autour um mar de salmões contra a corrente, envolto pelo caos que gira nossas vidas. O que seríamos, afinal, sem a pulsão de morte?
fim do telegrama do chá das 5.
very very very rude in deed...
ah, a dura tarefa de entrar no mundo de outrém: "A paixão moderna pela fascinação da imagem corresponde ao modo vertiginoso de construir e desconstruir casais em nossos tempos. A dialética entre o olho da fotógrafa (ver) e a dança da stripper (dar a ver)".
é tudo tão belamente complexo;
é o nosso mundo, tout autour um mar de salmões contra a corrente, envolto pelo caos que gira nossas vidas. O que seríamos, afinal, sem a pulsão de morte?
fim do telegrama do chá das 5.
very very very rude in deed...
nota mental...
TEMPO PARA VIAJANTES
UMA (NÃO TÃO BREVE) HISTÓRIA DO TEMPO
Luiz Alberto Oliveira
Acreditamos, fundados em nosso senso comum, conhecer os atributos essenciais do Tempo: fluxo irresistível que transporta os seres do mundo do passado para o futuro, base deslizante em que o Real habita, linha infinita de instantes. Há, sem dúvida, uma Imagem do Tempo bem definida no Ocidente. Contudo, essa Imagem, tal como cotidianamente –e, em geral, inconscientemente – a empregamos,está em vias de sofrer um abalo dos mais profundos em função das inovações científicas mais recentes: não só as Ciências contemporâneas exibem diversas noções ou operadores denotados pelo mesmo termo “tempo” – indicando assim uma incompletude em nossa apreensão costumeira desse(s)conceito(s) tão básico(s) – como também, e ainda mais importante, para as Ciências atuais essa Imagem, ainda que funcional, não é “objetiva”, não corresponde a nenhum atributo fundamental da realidade natural. A célebre (e irônica) afirmação de Albert Einstein resume a posição de muitos cientistas: “Para os físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, ainda que persistente…”. Surge, assim, um curioso campo de problemas: como se constituiu a Imagem do Tempo predominante hoje em dia? Que outras Imagens de Temporalidade são concebidas e empregadas pelas Ciências contemporâneas? Como o conhecimento sobre a natureza – e, paralelamente, o estatuto do sujeito humano – se transforma ante essas novas figuras do pensamento? Qual o significado potencial dessa refundação dos Tempos para outros campos da cultura? Essa revolução de perspectivas aponta para uma série de questões de grande alcance que se encontram tentadoramente em aberto…
As estações do percurso:
Início: 13 MAI
Duração: 7 encontros
Dias/horários: Quintas-Feiras, às 20h (13/05, 20/05, 27/05, 10/06, 17/06, 24/06, 01/07)Valor: R$ 180,00 na inscrição + 2 parcelas de R$ 225,00
Tel.: (21) 2227-2237
Horário de funcionamento: segunda a sexta: 11h às 20h
E-mail:inforio@casadosaber.com.br
13 MAI 1. UMA (NÃO TÃO BREVE) HISTÓRIA DO TEMPO Os episódios capitais da invenção do Tempo.
20 MAI 2. TIC-TAC, TIC-TAC Descrição do surgimento do relógio mecânico, a Mãe das Máquinas.
27 MAI 3. O TRONO DE CRONO Exame da constituição, operação e disseminação da imagem cotidiana do Tempo.
10 JUN 4. A COSMOVISÃO CONTEMPORÂNEA As inovações revolucionárias que destronaram a Cronalidade.
17 JUN 5. LABIRINTOS, BIBLIOTECAS E PARADOXOS Investigação da Hierarquia de Temporalidades evocada pelas Ciências contemporâneas.
24 JUN 6. OS TEMPOS COMPLEXOS As principais características dos novos tipos de Tempos que doravante vigoram.
01 JUL 7. CONCLUSÕES (TEMPORÁRIAS) Avaliação das consequências das novas figuras do Tempo para a atualidade.
Luiz Alberto Oliveira. Físico, doutor em Cosmologia e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), onde também atua como professor de História e Filosofia da Ciência.
UMA (NÃO TÃO BREVE) HISTÓRIA DO TEMPO
Luiz Alberto Oliveira
Acreditamos, fundados em nosso senso comum, conhecer os atributos essenciais do Tempo: fluxo irresistível que transporta os seres do mundo do passado para o futuro, base deslizante em que o Real habita, linha infinita de instantes. Há, sem dúvida, uma Imagem do Tempo bem definida no Ocidente. Contudo, essa Imagem, tal como cotidianamente –e, em geral, inconscientemente – a empregamos,está em vias de sofrer um abalo dos mais profundos em função das inovações científicas mais recentes: não só as Ciências contemporâneas exibem diversas noções ou operadores denotados pelo mesmo termo “tempo” – indicando assim uma incompletude em nossa apreensão costumeira desse(s)conceito(s) tão básico(s) – como também, e ainda mais importante, para as Ciências atuais essa Imagem, ainda que funcional, não é “objetiva”, não corresponde a nenhum atributo fundamental da realidade natural. A célebre (e irônica) afirmação de Albert Einstein resume a posição de muitos cientistas: “Para os físicos, a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, ainda que persistente…”. Surge, assim, um curioso campo de problemas: como se constituiu a Imagem do Tempo predominante hoje em dia? Que outras Imagens de Temporalidade são concebidas e empregadas pelas Ciências contemporâneas? Como o conhecimento sobre a natureza – e, paralelamente, o estatuto do sujeito humano – se transforma ante essas novas figuras do pensamento? Qual o significado potencial dessa refundação dos Tempos para outros campos da cultura? Essa revolução de perspectivas aponta para uma série de questões de grande alcance que se encontram tentadoramente em aberto…
As estações do percurso:
Início: 13 MAI
Duração: 7 encontros
Dias/horários: Quintas-Feiras, às 20h (13/05, 20/05, 27/05, 10/06, 17/06, 24/06, 01/07)Valor: R$ 180,00 na inscrição + 2 parcelas de R$ 225,00
Tel.: (21) 2227-2237
Horário de funcionamento: segunda a sexta: 11h às 20h
E-mail:inforio@casadosaber.com.br
13 MAI 1. UMA (NÃO TÃO BREVE) HISTÓRIA DO TEMPO Os episódios capitais da invenção do Tempo.
20 MAI 2. TIC-TAC, TIC-TAC Descrição do surgimento do relógio mecânico, a Mãe das Máquinas.
27 MAI 3. O TRONO DE CRONO Exame da constituição, operação e disseminação da imagem cotidiana do Tempo.
10 JUN 4. A COSMOVISÃO CONTEMPORÂNEA As inovações revolucionárias que destronaram a Cronalidade.
17 JUN 5. LABIRINTOS, BIBLIOTECAS E PARADOXOS Investigação da Hierarquia de Temporalidades evocada pelas Ciências contemporâneas.
24 JUN 6. OS TEMPOS COMPLEXOS As principais características dos novos tipos de Tempos que doravante vigoram.
01 JUL 7. CONCLUSÕES (TEMPORÁRIAS) Avaliação das consequências das novas figuras do Tempo para a atualidade.
Luiz Alberto Oliveira. Físico, doutor em Cosmologia e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT), onde também atua como professor de História e Filosofia da Ciência.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Vaivém atrás da porta
quando você se foi
acompanhado pelo mestre de cerimônias
e me deixaste ali, no canto do salão
só e sóbria
não estava mais entre cem pessoas
elas fugiram; pr'uma realidade barrenta e confusa
onde nada importa a não ser futilidades
mas meu lugar não era ali.
chuviscos de rancor me transbordavam
pela sintonia rasgada (por medo)
um medo que virou resquício
(comparado ao da solidão)
...a pontada me atingiu novamente
e dessa vez sabia que algo estava errado.
então pensei: ora,
mas se tantos já encontraram equilíbrio por trás dessas portas
por que não eu?
acompanhado pelo mestre de cerimônias
e me deixaste ali, no canto do salão
só e sóbria
não estava mais entre cem pessoas
elas fugiram; pr'uma realidade barrenta e confusa
onde nada importa a não ser futilidades
mas meu lugar não era ali.
chuviscos de rancor me transbordavam
pela sintonia rasgada (por medo)
um medo que virou resquício
(comparado ao da solidão)
...a pontada me atingiu novamente
e dessa vez sabia que algo estava errado.
então pensei: ora,
mas se tantos já encontraram equilíbrio por trás dessas portas
por que não eu?
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Catarse
eu senti
senti tudo ao mesmo tempo
grama, roupas, peitos, sangue
com uma energia musical que me abraçava.
para acompanhar, me abracei
eu me senti...
não precisava de nada -
de tudo me bastava
no céu lá estava eu dançando ao movimento
das luzes espelhadas na água.
me unir àquela fonte, toque a toque:
uma magia de cada vez.
ao som de gritos ritmais, meus dedos se fundiam
à água, como nunca antes
seu sonho havia se realizado bem ali, noutra realidade
seres-filhos; finalmente
enquanto os vizinhos do primeiro andar
têm um orgasmo com a grama
o self vive uma aglomeração de mundos;
uma colcha de retalhos psíquico-sensoriais
que a incorpora com naturalidade
divagam assim entre os universos de cada detalhe
unindo-os, mestiço
totalidade -
será?
o boom se completa com a colisão
das bochechas de algodão com os cachos de anjo
se unem ao rosto, ao abdomem, às pernas
e descansam junto ao antes self
imersos no que agora sim é novo universo
misto: um.
(the great gig in the sky -)
senti tudo ao mesmo tempo
grama, roupas, peitos, sangue
com uma energia musical que me abraçava.
para acompanhar, me abracei
eu me senti...
não precisava de nada -
de tudo me bastava
no céu lá estava eu dançando ao movimento
das luzes espelhadas na água.
me unir àquela fonte, toque a toque:
uma magia de cada vez.
ao som de gritos ritmais, meus dedos se fundiam
à água, como nunca antes
seu sonho havia se realizado bem ali, noutra realidade
seres-filhos; finalmente
enquanto os vizinhos do primeiro andar
têm um orgasmo com a grama
o self vive uma aglomeração de mundos;
uma colcha de retalhos psíquico-sensoriais
que a incorpora com naturalidade
divagam assim entre os universos de cada detalhe
unindo-os, mestiço
totalidade -
será?
o boom se completa com a colisão
das bochechas de algodão com os cachos de anjo
se unem ao rosto, ao abdomem, às pernas
e descansam junto ao antes self
imersos no que agora sim é novo universo
misto: um.
(the great gig in the sky -)
Ter seios
os morros debaixo do meu pescoço são meus,
agarro-os; pois me pertencem
sinto-os, vivo-os
os dedos os beijam, da margem esquerda aos bicos
depois os dominam como todo
até a margem da direita,
que infla de prazer.
o sutiã os acompanham desde muito temprano
está na hora de desabrochar
venham, deixem o ninho
e sintam o que é ser mulher...
brinquem, abracem a liberdade
permitam-se
que seus (outros) donos cuidem
- tão bem quanto sua mãe, a rosa - :
é hora de render à fera.
agarro-os; pois me pertencem
sinto-os, vivo-os
os dedos os beijam, da margem esquerda aos bicos
depois os dominam como todo
até a margem da direita,
que infla de prazer.
o sutiã os acompanham desde muito temprano
está na hora de desabrochar
venham, deixem o ninho
e sintam o que é ser mulher...
brinquem, abracem a liberdade
permitam-se
que seus (outros) donos cuidem
- tão bem quanto sua mãe, a rosa - :
é hora de render à fera.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Toque é momento
corre pra lá, corre pra cá
deita aqui, sente a água
a terra
o ar...
gira, gira
é o ar que se une a você
respira,
estende os braços e se enterra
na lama, na grama
pra sempre
e seja feliz
ou não
deita aqui, sente a água
a terra
o ar...
gira, gira
é o ar que se une a você
respira,
estende os braços e se enterra
na lama, na grama
pra sempre
e seja feliz
ou não
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Eu e a grama.
eu e a grama
nos amamos como um poço.
ela e eu fomos feitos um pro outro;
e nunca mais há de nos separar.
orgasmo
atrás de orgasmo
e nada mais precisamos!
nos amamos como um poço.
ela e eu fomos feitos um pro outro;
e nunca mais há de nos separar.
orgasmo
atrás de orgasmo
e nada mais precisamos!
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